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Xenotransplantes: entenda como órgãos de animais podem ser usados em humanos

Xenotransplantes usam porcos geneticamente editados para ampliar oferta de órgãos, em meio a mais de 71 mil pacientes à espera no Brasil

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  • Xenotransplante é o transplante de órgãos ou tecidos entre espécies diferentes, como porcos para humanos.
  • A virada veio com a edição genética CRISPR-Cas9, que remove moléculas que causam rejeição em embriões de suínos.
  • Porcos são os principais candidatos porque seus órgãos são parecidos com os humanos em tamanho e função, com menor risco de transmissão de doenças que em primatas.
  • No Brasil, mais de 71 mil pessoas aguardam transplantes, principalmente de rins e córneas.
  • A técnica ainda é experimental e está em fases iniciais, mas pode ampliar a oferta de órgãos no futuro.

O xenotransplante envolve a transferência de órgãos ou tecidos entre espécies diferentes, como porcos para humanos. A prática ganhou destaque após pacientes receberem corações, rins e, em alguns casos, fígado de porcos geneticamente modificados, em situações críticas.

Xeno vem do grego e significa estrangeiro. Tentativas com órgãos de animais existem desde o início do século 20, mas falharam por rejeição e infecções. Hoje, a abordagem busca superar esse obstáculo com tecnologia de ponta.

A virada ocorreu com a edição genética CRISPR-Cas9, que permite modificar células de embriões suínos para reduzir marcadores de rejeição. Assim, aumenta o potencial de compatibilidade com o organismo humano.

Os porcos são vistos como candidatos promissores pela semelhança de tamanho e função dos órgãos. Também apresentam menor risco de transmissão de doenças em comparação com primatas.

No Brasil, a fila por transplantes é longa: mais de 71 mil pessoas aguardam procedimentos, principalmente rins e córneas. Dados oficiais destacam a ampla demanda diante da escassez de órgãos.

Desafios e perspectivas

Embora ainda em fase experimental, o xenotransplante reacende a esperança de ampliar a oferta de órgãos. Pesquisas buscam reduzir riscos de rejeição e de transmissão de enfermidades. A aplicação clínica permanece em estudo.

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