- Cientistas da Universidade de Cambridge e do Google, na Califórnia, validaram dados de relógios inteligentes para detectar resistência à insulina.
- O estudo acompanhou trezentos e sessenta e sete pessoas? (verificar: na matéria são 1.165) – Use dados do relógio combinados com testes diretos para classificar indivíduos em três grupos: saudáveis, no início da resistência e com resistência à insulina.
- Os dados do relógio incluíram batimentos, variações, sono, vigília e passos, analisados por IA ao longo do tempo.
- O método não é perfeito, mas é capaz de indicar pessoas com alto risco que devem fazer testes adicionais, ajudando a prevenir o diabetes tipo dois.
- A pesquisa, publicada na Nature, destaca que cerca de 537 milhões já vivem com diabetes, majoritariamente tipo dois, e que a resistência à insulina pode não identificada em 20 a 40% da população.
Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em parceria com pesquisadores do Google, na Califórnia, validaram o uso de dados de relógios de pulso para detectar resistência à insulina. O estudo, publicado na revista Nature em 2026, testa um modelo que classifica indivíduos a partir de dados contínuos de wearables.
A pesquisa analisou dados de 1.165 voluntários que, além de informações coletadas por relógios, passaram por testes sofisticados de resistência à insulina. O objetivo foi verificar se padrões de batimento cardíaco, sono, atividade física e outras métricas podem indicar o início do problema.
Segundo os autores, o modelo consegue separá-los em três grupos: saudáveis, no início da resistência e com resistência à insulina. Esses resultados permitem indicar quem deve realizar exames adicionais de rotina para confirmar o diagnóstico.
Os autores destacam que o método não substitui os testes tradicionais, mas pode indicar indivíduos com alto risco para que recebam avaliações complementares de forma mais eficiente. O estudo parte de dados de wearables para prever fases precoces da doença.
Estima-se que 90% dos 537 milhões de pessoas com diabetes sofrem de tipo 2, com previsão de crescimento para 643 milhões até 2030. A resistência à insulina não identificada pode afetar de 20% a 40% da população mundial, segundo os pesquisadores.
A pesquisa de validação foi conduzida pela equipe de Cambridge e pelos cientistas do Google, ambos envolvidos na análise de dados de relógios inteligentes para detectar sinais de doenças. O estudo abre caminho para que fabricantes promovam capacidades de diagnóstico com base em evidências científicas sólidas.
Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas na publicação da Nature, que descreve os métodos de previsão de resistência à insulina a partir de wearables e biomarcadores de sangue.
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