- Estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Solid Earth indica que os dias na Terra estão ficando milissegundos mais longos.
- A desaceleração da rotação está ligada ao aumento do nível do mar, resultado das mudanças climáticas, que redistribui a massa do planeta.
- A água que antes estava concentrada em geleiras nos polos se move para outras regiões, reduzindo a velocidade de rotação.
- Pesquisadores utilizaram fósseis de foraminíferos bentônicos para estimar variações na duração do dia, constatando mudança mais rápida entre 2000 e 2020 do que em períodos anteriores.
- A mudança pode afetar a calibração de relógios atômicos e o funcionamento de satélites, sistemas de navegação e computadores.
Um estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Solid Earth afirma que os dias na Terra estão se tornando milissegundos mais longos. A pesquisa liga esse fenômeno à elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas, que afeta a rotação do planeta.
Segundo os cientistas, a marcação de tempo muda por causa da redistribuição de massa na Terra. A água, ao deixar as geleiras dos polos, migra para outras regiões, reduzindo a velocidade de rotação e aumentando a duração do dia.
Os autores destacam que, embora pouco perceptível no cotidiano, o efeito compromete a calibração de relógios atômicos, sistemas de navegação por satélite e computadores. Dados fósseis de foraminíferos ajudam a estimar o ritmo da desaceleração.
A pesquisa aponta que a taxa de variação entre 2000 e 2020 foi incomparável desde cerca de 2 milhões de anos atrás, segundo declarações à Scientific American. O estudo aplica métodos paleoclimáticos para fundamentar a conclusão.
A comunidade científica ressalta a importância de monitorar mudanças globais na rotação da Terra, visto que impactos indiretos podem afetar tecnologias críticas usadas diariamente. A divulgação reforça o entendimento sobre vínculos climáticos e geofísicos.
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