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Mieloma múltiplo: entenda câncer da medula óssea e avanços médicos

Nova estimativa mostra salto na sobrevida de pacientes com mieloma múltiplo, passando de 32% para 62% em cinco anos com terapias avançadas

Joel Dias do Amaral, 63, superou o mieloma múltiplo e, após a doença o deixar sem andar, celebrou a vitória correndo a São Silvestre em dezembro de 2025
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  • O mieloma múltiplo, câncer da medula óssea, teve aumento na chance de sobreviver cinco anos, de 32% para 62%, segundo o relatório Cancer Statistics 2026 da American Cancer Society.
  • Até os anos 1970, a sobrevida mediana era de cerca de 20 meses com quimioterapia; hoje há terapias inovadoras que controlam a doença.
  • Novas opções incluem transplante autólogo de células-tronco, imunoterapias, anticorpos biespecíficos e terapia CAR-T.
  • Exemplo de impacto: Joel Dias do Amaral, de Guarulhos, diagnosticado em 2024, voltou a andar e correu a São Silvestre após tratamento com anticorpo biespecífico.
  • Médica destaca a importância do diagnóstico precoce e de terapias modernas que aumentam a sobrevida com qualidade de vida.

O mieloma múltiplo, câncer que atinge a medula óssea, apresenta melhora expressiva na sobrevida segundo o relatório Cancer Statistics 2026 da American Cancer Society. A chance de estar vivo cinco anos após o diagnóstico subiu de 32% para 62% com as terapias atuais.

A evolução ocupa décadas: até os anos 1970, a sobrevida mediana era de cerca de 20 meses com quimioterapia isolada. Hoje, transplante autólogo, imunoterapias e anticorpos biespecíficos ampliam opções e reduzem o impacto da doença na qualidade de vida.

A história de Joel Dias do Amaral, 63, de Guarulhos, ilustra essa transformação. Acidentado em 2024, recebeu diagnóstico de mieloma múltiplo. Participou de estudo clínico com anticorpo biespecífico e voltou a andar em 2025, fechando o ano correndo a São Silvestre.

Avanços terapêuticos

Terapias com Daratumumabe, em regimes quádruplos, podem ampliar o tempo de progressão da doença, com estimativa de até 17 anos sem avanço. Ações combinadas elevam as chances de resposta profunda e duradoura.

Anticorpos biespecíficos, como Teclistamabe e Talquetamabe, estendem as opções para pacientes na recaída ou que não respondem a tratamentos anteriores. Esses agentes conectam células de defesa às células tumorais.

A terapia CAR-T, representada por tratamentos como CAR-T que utilizam células do próprio paciente, pode provocar remissões duradouras. Novas combinações de fármacos também reduzem o risco de progressão ou morte em segunda linha.

Esses avanços, segundo especialistas, não apenas aumentam a sobrevida, mas também permitem que pacientes retomem atividades cotidianas com maior autonomia e melhor qualidade de vida.

Diagnóstico precoce e impacto

A médica Vânia Hungria enfatiza a complexidade do mieloma e a importância do diagnóstico precoce. Dores nas costas, anemia e alterações renais são sinais a serem investigados.

Ela ressalta a expansão de opções terapêuticas, incluindo anticorpos monoclonais, biespecíficos e CAR-T. A combinação de tratamentos pode proporcionar respostas rápidas e prolongadas.

Segundo a especialista, as estratégias atuais oferecem resultados relevantes em termos de controle da doença e melhoria da vida dos pacientes, com abordagens personalizadas de acordo com o perfil de cada caso.

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