- Aproximadamente 15% da população brasileira acima de 45 anos pode ter algum tipo de doença da tireoide, segundo a SBEM.
- Quatro micronutrientes ajudam a tireoide: iodo, selênio, ferro e zinco, essenciais para produção, ativação e regulação dos hormônios tireoidianos.
- Principais fontes: iodo – sal iodado, peixes e leite; selênio – castanha-do-pará; ferro – carnes, fígado, feijão e verduras; zinco – carnes, frutos do mar, castanhas, sementes e grãos.
- Recomendações diárias: iodo 150 microgramas; selênio cerca de 55 microgramas; ferro 8 mg (homens) ou 18 mg (mulheres em idade fértil); zinco 8 mg (mulheres) ou 11 mg (homens).
- Sinais de alerta: cansaço, variação de peso, queda de cabelo, pele seca, sensação de frio ou calor, coração acelerado, ansiedade, dificuldade de concentração ou caroço no pescoço; procure avaliação médica e exames como TSH, T4 livre e T3.
A tireoide, glândula localizada na parte frontal do pescoço, regula o metabolismo e a produção de energia do corpo. Sinais como cansaço, alterações de peso, queda de cabelo e mudanças de humor podem apontar para problemas nessa estrutura. Estima-se que cerca de 15% da população brasileira com mais de 45 anos tenha alguma doença tireoidiana, segundo dados da SBEM.
Para manter o funcionamento adequado, especialistas ressaltam a importância de uma alimentação equilibrada. Em entrevista, o endocrinologista do HC-FMUSP Ramon Marcelino destaca que micronutrientes são cruciais para a produção e uso correto dos hormônios tireoidianos, e que, na prática, muitas vezes a dieta já supre as necessidades.
Nutrientes-chave para a tireoide
Iodo é fundamental na formação dos hormônios T3 e T4. Sem quantidade suficiente, a tireoide não produz esses hormônios reguladores do metabolismo. Fontes comuns incluem sal iodado, peixes, frutos do mar e leite.
Selênio atua na ativação dos hormônios tireoidianos ao converter T4 em T3 e protege a glândula de danos oxidativos. A castanha-do-pará é a principal fonte, com uma ou duas unidades diárias já sendo suficientes.
Ferro sustenta a enzima tireoperoxidase, essencial para a produção hormonal. Carnes vermelhas, fígado, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros estão entre as opções. A recomendação varia de 8 mg/dia para homens a 18 mg/dia para mulheres em idade fértil.
Zinco participa da regulação hormonal e do funcionamento dos receptores dos hormônios tireoidianos, além de contribuir para o sistema imune. Boas fontes incluem carnes, frutos do mar, castanhas, sementes e grãos integrais.
Quando procurar avaliação
Alterações na tireoide podem acontecer sob duas frentes: hipotireoidismo (produção insuficiente) ou hipertireoidismo (produção em excesso). Também podem surgir nódulos, que nem sempre causam sintomas e costumam ser detectados em exames de rotina, conforme alerta o especialista.
Entre os sinais que podem indicar alteração estão cansaço sem explicação, variações de peso sem mudança na alimentação, queda de cabelo, pele seca, sensação de frio ou calor excessivo, taquicardia e ansiedade, dificuldade de concentração ou sonolência. Observação clínica é essencial.
Exames simples de sangue, como TSH, T4 livre e T3, costumam ser o ponto de partida para investigação. Quando identificadas precocemente, a maioria das alterações tireoidianas tem tratamento eficaz e bom controle, segundo o endocrinologista.
A reportagem consultou o portal Portal EdiCase para embasamento sobre o tema. As informações do texto base destacam a relação entre alimentação e funcionamento da tireoide e a importância de avaliação médica diante de sinais persistentes.
Entre na conversa da comunidade