- A seletividade alimentar é comum na infância, geralmente é temporária, mas pode virar problema se restringir muito a dieta.
- Quando a recusa persiste, ela pode impactar a nutrição e o crescimento da criança, principalmente se limita grupos alimentares importantes.
- Sinais de alerta incluem aceitar poucos alimentos, resistência a novos sabores e possível efeito no ganho de peso e no desenvolvimento.
- Uma alimentação variada é essencial para fornecer proteínas, vitaminas e minerais necessários ao crescimento.
- Sugestões para lidar com o tema: evitar pressão, introduzir novos alimentos gradualmente, manter horários regulares, servir de exemplo e buscar orientação profissional quando necessário.
A seletividade alimentar é comum na infância. Crianças podem recusar alguns alimentos ou preferir poucas opções. Geralmente é parte do desenvolvimento e costuma ser passageira.
Mas o problema surge quando a recusa é persistente e restringe muito a variedade da dieta. Nesse caso, podem haver impactos na nutrição e no crescimento, não apenas no sabor, mas na qualidade da alimentação.
Segundo o nutrólogo pediatra Dr. Christopher Shu, o foco não é a recusa em si, e sim quanto ela reduz a oferta de alimentos nutritivos. Verifica-se quando a dieta fica muito restrita, limitando grupos importantes.
Se a seletividade persiste, com pouca aceitação de novos sabores ou queda de peso, é indicado investigar. O médico ressalta a necessidade de avaliação para identificar causas e orientar condutas.
Uma alimentação muito restrita pode acarretar deficiências de proteínas, vitaminas e minerais. O desenvolvimento infantil depende de hábitos saudáveis, com variedade adequada ao crescimento.
Para lidar com o tema, algumas estratégias são recomendadas:
1. Evitar pressão para comer, que aumenta resistência.
2. Introduzir novos alimentos gradualmente, com paciência.
3. Estabelecer horários regulares de refeição.
4. Dar o exemplo, pois crianças imitam hábitos dos adultos.
5. Procurar orientação profissional se a seletividade for intensa ou persistente.
Cada criança tem seu tempo para desenvolver preferências. Mas, se a restrição afeta o crescimento ou a qualidade da dieta, buscar orientação é fundamental.
Por Daiane Bombarda
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