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Estudo aponta castores como aliados contra mudanças climáticas

Estudo publicado na Nature aponta que áreas alagadas de castores atuam como sumidouros de carbono, retendo cerca de 98,3 toneladas por ano

Castores do experimento feito pelo Devon Wildlife Trust
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  • estudo publicado na Nature aponta que áreas alagadas formadas por represas de castores funcionam como sumidouros líquidos de carbono, retendo grandes quantidades ao longo do tempo
  • a área úmida criada pelos castores retém cerca de 98,3 toneladas de carbono por ano, equivalente a 26% de todo o carbono que entra no sistema
  • a maior parte da retenção ocorre pelo armazenamento subterrâneo de carbono inorgânico dissolvido, responsável por mais da metade do total
  • há variações sazonais: no verão, com menos água e sedimentos expostos, há maior emissão de dióxido de carbono; emissões de metano são muito baixas, representando menos de 0,1% do balanço anual
  • ao longo do tempo, a inundação provocada pelas represas transforma biomassa terrestre em armazenamento duradouro; em cerca de 33 anos, a área pode acumular mais de 1.100 toneladas de carbono em sedimentos e madeira
  • sem a presença de castores, o mesmo trecho do rio manteria apenas cerca de 0,5 tonelada de carbono por ano, evidenciando o impacto das represas na captura de carbono

Um estudo publicado na revista Nature aponta que áreas alagadas criadas por represas de castores funcionam como sumidouros de carbono, retendo grandes volumes do elemento ao longo do tempo. A pesquisa avaliou o balanço anual de carbono em um corredor fluvial e revelou que a área úmida formada pelos animais captura cerca de 98,3 toneladas de carbono por ano, correspondente a 26% do carbono que entra no sistema.

Os pesquisadores destacam que a maior parte da retenção ocorre pelo armazenamento subterrâneo de carbono inorgânico dissolvido, responsável por mais da metade do total acumulado no pântano. Em contrapartida, as emissões de metano ficaram muito baixas, representando menos de 0,1% do balanço anual, e as emissões de dióxido de carbono variam conforme a estação.

Ao longo do tempo, a inundação provocada pelas represas transforma biomassa terrestre, como madeira morta, em armazenamento duradouro de carbono. Os autores estimam que, em cerca de 33 anos, a área possa acumular mais de 1.100 toneladas de carbono em sedimentos e madeira. Sem a presença de castores, o mesmo trecho do rio reteria apenas cerca de 0,5 tonelada por ano.

Impacto na captura de carbono

O estudo reforça que a modificação do ambiente causada pelos castores aumenta significativamente a capacidade de captura de carbono e pode contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, especialmente em bacias fluviais com presença desses roedores. A pesquisa envolve dados coletados ao longo de um corredor hidrográfico e analisa variações sazonais, com destaque para o verão, quando menor o nível da água e maior a exposição de sedimentos. A equipe também ressalta o papel da hidrologia local no balanço de carbono.

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