Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Uso de lasers gigantes para investigar exoplanetas

Lasers gigantescos simulam pressões extremas para entender Superterras e magnetosferas, avançando a busca por vida em mundos alienígenas

Foto ilustrativa de um planeta
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores usam lasers gigantes do Laboratory for Laser Energetics e do Center for Matter at Extreme Pressures para simular pressões dentro de planetas gigantes e investigar superterras.
  • As superterras são planetas com massas entre a Terra e Netuno e são comuns no Universo, mas não existem no nosso sistema solar.
  • Em experiências, amostras de ferro são submetidas a pressões muito superiores às da superfície terrestre para entender o comportamento da matéria em planetas massivos.
  • Os experimentos indicam que campos magnéticos podem se formar em superterras, o que pode influenciar a proteção contra partículas solares.
  • A pesquisa busca avançar a compreensão sobre a possibilidade de vida em planetas alienígenas, usando lasers como ferramenta de estudo.

Ontem e hoje, cientistas intensificam o uso de lasers gigantescos para investigar planetas alienígenas. O Laboratório de Energia de Laser (LLE), pertencente à University of Rochester, opera lasers do tamanho de um campo de futebol para criar condições de pressão extremas. O objetivo é entender a composição de mundos que não existem em nosso sistema solar, como as Superterras.

O Centro de Matéria em Pressões Extremas (CMAP), apoiado pela NSF, coordena as pesquisas com essas máquinas de fótons. A ideia é reproduzir, em laboratório, as pressões e temperaturas presentes no interior de planetas gigantes, para prever comportamentos de ferro e rochas sob essas circunstâncias.

Horizonte científico e método

Experimentos com amostras de ferro submetidas a pressões milhões de vezes superiores às da superfície terrestre são realizados com os lasers do LLE. Ao comprimir átomos de ferro, os físicos simulam, em pequena escala, as condições existentes dentro de Superterras.

A linha de investigação busca entender se ferros sob alta compressão podem gerar campos magnéticos capazes de proteger atmosferas e, potencialmente, influenciar a habitabilidade. Descobertas anteriores indicam que esse tipo de campo também pode surgir em mundos extrassolares.

Implicações e próximos passos

Os pesquisadores indicam que o estudo de materiais sob pressões extremas ajuda a mapear estruturas internas de planetas massivos. A aplicação dos lasers gigantes, segundo o CMAP, expõe propriedades ainda desconhecidas de materiais sob condições planetárias.

Como parte da linha de trabalho, outros grandes laboratórios, como o National Ignition Facility, também participam de pesquisas semelhantes, ampliando a capacidade de simulação de ambientes exoplanetários. A expectativa é esclarecer se vidas ou civilizações extraterrestres são comuns no universo.

– Reportagem publicada originalmente em Forbes. Fonte: Forbes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais