- Pesquisadores usam lasers gigantes do Laboratory for Laser Energetics e do Center for Matter at Extreme Pressures para simular pressões dentro de planetas gigantes e investigar superterras.
- As superterras são planetas com massas entre a Terra e Netuno e são comuns no Universo, mas não existem no nosso sistema solar.
- Em experiências, amostras de ferro são submetidas a pressões muito superiores às da superfície terrestre para entender o comportamento da matéria em planetas massivos.
- Os experimentos indicam que campos magnéticos podem se formar em superterras, o que pode influenciar a proteção contra partículas solares.
- A pesquisa busca avançar a compreensão sobre a possibilidade de vida em planetas alienígenas, usando lasers como ferramenta de estudo.
Ontem e hoje, cientistas intensificam o uso de lasers gigantescos para investigar planetas alienígenas. O Laboratório de Energia de Laser (LLE), pertencente à University of Rochester, opera lasers do tamanho de um campo de futebol para criar condições de pressão extremas. O objetivo é entender a composição de mundos que não existem em nosso sistema solar, como as Superterras.
O Centro de Matéria em Pressões Extremas (CMAP), apoiado pela NSF, coordena as pesquisas com essas máquinas de fótons. A ideia é reproduzir, em laboratório, as pressões e temperaturas presentes no interior de planetas gigantes, para prever comportamentos de ferro e rochas sob essas circunstâncias.
Horizonte científico e método
Experimentos com amostras de ferro submetidas a pressões milhões de vezes superiores às da superfície terrestre são realizados com os lasers do LLE. Ao comprimir átomos de ferro, os físicos simulam, em pequena escala, as condições existentes dentro de Superterras.
A linha de investigação busca entender se ferros sob alta compressão podem gerar campos magnéticos capazes de proteger atmosferas e, potencialmente, influenciar a habitabilidade. Descobertas anteriores indicam que esse tipo de campo também pode surgir em mundos extrassolares.
Implicações e próximos passos
Os pesquisadores indicam que o estudo de materiais sob pressões extremas ajuda a mapear estruturas internas de planetas massivos. A aplicação dos lasers gigantes, segundo o CMAP, expõe propriedades ainda desconhecidas de materiais sob condições planetárias.
Como parte da linha de trabalho, outros grandes laboratórios, como o National Ignition Facility, também participam de pesquisas semelhantes, ampliando a capacidade de simulação de ambientes exoplanetários. A expectativa é esclarecer se vidas ou civilizações extraterrestres são comuns no universo.
– Reportagem publicada originalmente em Forbes. Fonte: Forbes.
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