- Em Pirassununga, a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP inaugurou a Planta Solar Heliotérmica para gerar eletricidade e calor voltados à agroindústria.
- A planta inicial tem 20 heliostatos e torre de 40 metros, concentrando a radiação solar para aquecer fluido térmico e acionar turbina e gerador.
- A instalação pode gerar até 70 kW elétricos e 210 kW térmicos, com possibilidade de expansão para até 143 heliostatos em um terreno de 10 mil metros quadrados.
- O projeto, que levou cerca de uma década, custou aproximadamente R$ 20 milhões, com participação de mais de sessenta e cinco empresas nacionais e estrangeiras e 80% da fabricação no Brasil.
- O empreendimento contou com apoio do BNDES, MCTI, Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e Neoenergia, e hoje funciona como plataforma de pesquisa única no Brasil em geração heliotérmica.
A Planta Solar Heliotérmica, instalada pela USP na Escola de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) em Pirassununga, foi inaugurada nesta terça-feira, 24 de março. O complexo gera eletricidade e calor a partir da radiação solar, voltado para aplicações na agroindústria e para fortalecer a pesquisa em energia solar térmica.
A iniciativa envolve uma torre de 40 metros cercada por um campo inicial de 20 heliostatos. Espelhos refletem a luz solar para um receptor no alto da torre, aquecendo fluido térmico a cerca de 600 °C e acionando turbina e gerador. A planta tem capacidade para 70 kW elétricos e 210 kW térmicos já na configuração inicial.
A missão central é oferecer uma plataforma de pesquisa em geração heliotérmica no Brasil, com tecnologia nacional. O projeto visa ampliar o desenvolvimento industrial ligado à energia limpa e apoiar a formação de profissionais qualificados no setor. O governo e a academia destacam o papel da planta como referência para futuras aplicações no país.
Detalhes da infraestrutura
A planta completa pode abrigar até 143 heliostatos, ocupando 10 mil metros quadrados. O custo total foi de aproximadamente R$ 20 milhões, resultado de cerca de uma década de desenvolvimento. Mais de 65 empresas nacionais e internacionais participaram do projeto, com 80% da fabricação realizada no Brasil.
A iniciativa contou com apoio do BNDES, do MCTI, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e da Neoenergia, entre outras instituições. Em termos de impacto, o projeto capacita estudantes da Engenharia de Biossistemas da FZEA, fortalecendo o quadro técnico para o mercado de energia solar heliotérmica.
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