- O superaquecimento em componentes dos painéis de controle do reator de pesquisa IEA‑R1, no IPEN, levou à evacuação do prédio e deve atrasar a retomada das atividades de pesquisa e da produção de radioisótopos.
- O incidente envolveu dois painéis de controle, não houve risco radiológico e o reator estava desligado no momento.
- A vistoria contou com brigada do IPEN, Corpo de Bombeiros, CTMSP e CETESB; a ANSN também inspecionou o local e confirmou ausência de risco radiológico.
- A CNEN informou que será feito laudo técnico, limpeza industrial e instalação de novos painéis; a CETESB foi acionada para medir a qualidade do ar e acompanhar o processo.
- O episódio ocorre durante readequações iniciadas em novembro de 2025; o IPEN ressalta que parte dos sistemas permanece energizada para a segurança, e há planos de um reator mais moderno em Iperó, com entrega prevista até 2029, para assegurar a produção de radioisótopos como o Molibdênio-99m.
O superaquecimento de componentes dos painéis de controle do reator de pesquisa IEA-R1, do IPEN, ocorreu na tarde de segunda-feira (23) e deve atrasar a retomada das atividades de pesquisa. A CNEN informou o incidente e a necessidade de avaliação técnica.
O episódio levou à evacuação do prédio onde fica o reator, localizado no campus Butantã da Universidade de São Paulo. A falha envolve dois painéis de controle que sofreram aquecimento e danos parciais.
Não houve risco de segurança radiológica nem vazamento de radiação. A estação de pesquisa estava desligada no momento, mas sistemas de refrigeração e aquisição de dados permanecem energizados para garantir a segurança.
Equipes da própria instituição, do Corpo de Bombeiros, do CTMSP e da CETESB realizaram inspeções no local. A ANSN também fez vistorias nos dias 24 e 25, constatando que o incêndio foi localizado e afetou racks, cabeamento e parte do teto.
Segundo a CNEN, ainda não há diagnóstico definitivo das causas. A agência informou que uma empresa foi contratada para o laudo técnico e para a instalação de novos painéis, com aprovação da ANSN. A retirada total de ar já ocorreu com o empréstimo de uma bomba para despoluição.
O IPEN informou que o reator se encontra desligado, mas alguns sistemas permanecem ativos para manter condições de segurança. Paralisadas desde novembro de 2025, as operações visam readequações após alterações em elementos refletores de grafite.
O IEA-R1 é o maior reator de pesquisa brasileiro, com potência licenciada de 5 MW. Atualmente, o país mantém outros quatro reatores sob supervisão da CNEN, todos ligados ao governo federal.
Ainda em SP, em Iperó, está em construção um reator mais moderno, com entrega prevista para 2029 e capacidade de 30 MW. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aponta a obra como passo para a autossuficiência do radioisótopo Molibdênio-99.
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