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Ásia vira hub do comércio ilegal de vida selvagem em 100+ países, mostra estudo

Estudo mostra que a Ásia se tornou centro do comércio ilegal de fauna, com redes em mais de 100 países e expansão de rotas entre produtores e mercados

Pangolins are one of the most in-demand wildlife in Asia, used in traditional Chinese medicine preparations. After Chinese pangolins plummeted by about 90% in the 2000s, traffickers shifted to African species.
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  • A pesquisa analisa o tráfico ilegal de vida silvestre entre 2000 e 2019, mostrando redes complexas e com rotas e países de origem que mudam conforme as pressões de enforcement e mercado.
  • O número de países envolvidos no tráfico ilegal quase dobrou, passando de 49 em 2000 para 110 em 2019, com as conexões comerciais aumentando mais de 400%.
  • A Ásia emergiu como centro do tráfico ilegal, substituindo a Europa como destino principal; a região concentra diferentes espécies utilizadas na medicina tradicional e no comércio de animais.
  • A Europa continua sendo um grande mercado, tanto para produtos legais quanto ilegais, enquanto a demanda ligada à medicina tradicional se concentra na Ásia.
  • Mesmo com a pandemia de covid-19, o tráfico não diminuiu e as rotas se deslocaram; reforços na monitorização e cooperação entre países são necessários para romper as redes ilícitas.

O estudo aponta que a Ásia se tornou o centro de um comércio ilegal de fauna que se estende a mais de 100 países. Análises de 2000 a 2019 mostram redes complexas que se adaptam rapidamente, alterando rotas e fontes conforme a fiscalização e as condições do mercado mudam. O trabalho foi publicado na revista Conservation Biology.

Pesquisadores analisaram dados de apreensões vindos do TRAFFIC e informações de comércio legal da base de CITES. O objetivo foi mapear origens, destinos e rotas, revelando uma rede altamente resiliente, capaz de se reorganizar diante de intervenções legais.

A ampliação dos vínculos econômicos entre continentes intensificou o fluxo de produtos de fauna silvestre. Entre 2000 e 2019, o número de países envolvidos subiu de 49 para 110, e as conexões comerciais cresceram mais de 400%. Asia, África e Europa aparecem como polos centrais.

Asia, hoje, centro do comércio ilegal

O estudo aponta que a Ásia lidera a demanda por espécies de alto valor, como pangolins, rinocerontes, grandes felinos e répteis usados na medicina tradicional. A Europa continua como grande mercado para produtos legais e ilegais, incluindo peles e animais vivos.

A pesquisa também destaca a volatilidade das redes: rotas de transporte, espécies alvo e modos de deslocamento mudam conforme pressões de fiscalização e condições de mercado. Mesmo com restrições, o tráfico se mostra capaz de contornar barreiras sanitárias.

Os autores ressaltam que os dados oficiais são apenas parte da realidade. Muitas apreensões não são registradas, e animais menos chamativos, como anfíbios e insetos, costumam passar despercebidos. A estimativa real é, portanto, maior do que indicam os registros analisados.

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