- O gelo costeiro do Alasca está encolhendo mais rápido do que o previsto, conforme estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Oceans.
- Entre 1996 e 2023, a duração do gelo diminuiu nos mares de Chukchi e Beaufort, com mudanças de congelamento tardio e derretimento precoce.
- As consequências vão além do ambiente: comunidades e atividades econômicas passam a enfrentar incerteza no transporte, pesca e proteção costeira.
- Principais sinais: redução da temporada de gelo, formação mais tardia no outono, degeneração antecipada na primavera e menor extensão e espessura do gelo marinho.
- O aquecimento do oceano, que retém mais calor, é um fator-chave, contribuindo para o afinamento do gelo e aumentando o risco de erosão costeira.
O gelo costeiro do Alasca está encolhendo de forma acelerada, segundo estudos recentes. Pesquisadores analisaram dados até 2023 para entender quanto o gelo diminuiu nas últimas décadas. As regiões do Mar de Beaufort e do Mar de Chukchi foram destaque.
A pesquisa, publicada no Journal of Geophysical Research: Oceans, aponta redução da duração do gelo em semanas ou meses. O derretimento precoce e o congelamento tardio vêm reduzindo a janela de congelamento anual. Isso coloca em foco as mudanças no Ártico.
Além de impactos ambientais, o recuo afeta comunidades locais e atividades econômicas. O gelo costeiro era base para transporte, proteção costeira e acesso a caça e pesca, e sua instabilidade aumenta riscos para infraestrutura e moradores.
Dinâmica do gelo e dados regionais
Entre 1996 e 2023, a duração do gelo diminuiu significativamente no Mar de Chukchi, com congelamento tardio e derretimento precoce. No Mar de Beaufort, o principal fator é o atraso na formação do gelo, segundo os pesquisadores.
Implicações para o litoral e atividades humanas
O recuo do gelo marinho costeiro reduz a proteção natural contra ondas e erosão. A menor extensão expõe comunidades a riscos de inundação, danos a infraestrutura e interrupção de rotas sazonais de transporte.
Tendência climática no Ártico
Especialistas destacam que o acúmulo de calor no oceano atrasa o congelamento, aprofundando o afinamento do gelo. O grupo de estudos reforça a necessidade de monitoramento contínuo para compreender impactos ecológicos e socioeconômicos.
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