- A diabetes atinge cerca de 10,2% da população brasileira, segundo a Vigitel.
- Na Páscoa, ovos de chocolate sem açúcar geram dúvidas; a especialista afirma que não é só o açúcar que precisa ser controlado, mas também a gordura.
- O selo “diet” ou “zero” pode passar a impressão de segurança e levar ao consumo excessivo, já que a gordura saturada nesses produtos também prejudica a resistência à insulina.
- Um pedaço pequeno de chocolate meio amargo pode ser melhor do que um ovo diet inteiro, por contener menos gordura e aditivos.
- Para crianças, é recomendado acrescentar pequenas porções de frutas ou oleaginosas ao chocolate amargo, aumentando fibras e ajudando a regular a glicose.
A Páscoa pode representar uma tentação relevante para quem convive com diabetes. No Brasil, cerca de 10,2% da população vive com a doença, segundo dados da Vigitel. Em meio aos ovos de chocolate, surge a dúvida sobre a segurança de versões sem açúcar.
Clarissa Castro, gerente médica de diabetes da Merck Brasil, alerta que o controle não deve considerar apenas o açúcar. O excesso de gordura, especialmente saturada, pode atuar de forma tão prejudicial quanto o açúcar. O rótulo diet pode enganar, aumentando o consumo.
Ela avalia que um pedaço de chocolate meio amargo pode ser mais adequado do que um ovo diet cheio de gordura e aditivos. Em crianças, a sugestão é mesclar o sabor amargo com frutas ou oleaginosas, aumentando fibras e educando o paladar sem excluir a celebração.
Alimentação e diabetes
Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran, reforça que dieta saudável é essencial para regular a glicose e evitar complicações, para diagnosticados e em risco. A alimentação adequada é uma das principais estratégias de manejo.
Especialistas consultados pela CNN Brasil destacam orientações sobre o que evitar e o que priorizar, contribuindo para escolhas mais seguras durante a Páscoa. O foco é equilíbrio entre prazer e controle glicêmico.
O que evitar e o que priorizar
Evitar: açúcares simples em refrigerantes, doces e bolos; alimentos ultraprocessados com gorduras ruins; carnes processadas; carboidratos refinados como arroz branco e pão branco.
Priorizar: legumes e verduras variados; frutas como laranja, morango e maçã; leguminosas como feijão e lentilha. Essas escolhas ajudam a manter a glicose estável e a alimentação mais equilibrada.
*Informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil.*
Entre na conversa da comunidade