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Programa Artemis consome US$ 93 bi, o mais caro das viagens espaciais

Artemis soma US$ 93 bilhões até 2025, tornando-se o programa espacial mais caro; cada lançamento custa cerca de US$ 4,1 bilhões

Os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen se despedem de familiares e amigos no Kennedy Space Center, na Flórida, antes do embarque na missão Artemis II, primeiro voo tripulado do programa lunar da Nasa em uma viagem de dez dias ao redor da Lua.
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  • O programa Artemis já contabilizou US$ 93 bilhões em investimentos entre 2012 e 2025, segundo auditoria da NASA, tornando-se a iniciativa de exploração espacial mais cara da história.
  • O custo estimado por missão, envolvendo o foguete SLS e a cápsula Orion, é de US$ 4,1 bilhões, superior aos programas Apollo e do ônibus espacial.
  • O orçamento também financia o Human Landing System (HLS), com participação de empresas como SpaceX (Starship) e Blue Origin, mudando o papel da NASA para contratante.
  • O programa inclui parceiros internacionais, como a Agência Espacial Europeia (ESA), a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a agência canadense, ampliando coordenação técnica e política.
  • Artemis enfrenta críticas por atrasos e estouros orçamentários, além da pressão geopolítica causada pela corrida lunar com a China, que planeja missões tripuladas até 2030.

O programa Artemis já acumulou 93 bilhões de dólares em investimentos entre 2012 e 2025, segundo auditoria da NASA. O montante inclui o desenvolvimento do foguete SLS, da cápsula Orion, sistemas de solo, trajes e contratos com empresas privadas. Cada missão custa cerca de 4,1 bilhões de dólares.

O custo por lançamento do Artemis supera o do Space Shuttle e o do programa Apollo, mesmo ajustado pela inflação. A explicação envolve menor reutilização de componentes e maior complexidade técnica, elevando o preço unitário.

Parte relevante do orçamento financia o HLS, sistema de pouso lunar, hoje contratado com empresas como SpaceX (Starship) e Blue Origin. A NASA atua como contratante e não como operadora única do sistema.

Estrutura, parcerias e execução

O programa envolve cooperação internacional com a ESA, JAXA e agência canadense, ampliando coordenação técnica e política, mas diluindo custos.

Críticas apontam atrasos e estouros orçamentários, com Artemis consideravelmente atrasado em relação ao cronograma original. Tensões geopolíticas, sobretudo a corrida com a China, intensificam decisões na NASA.

O que vem a seguir

A missão Artemis II, com a tripulação de Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen, está prevista para uma viagem de dez dias ao redor da Lua, partindo do Kennedy Space Center, na Flórida. A tarefa é testar integridade e operações da tripulação em voo orbital.

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