- Astronautas da Artemis 2 viram pela primeira vez a bacia da Lua, conhecida como Grand Canyon, a olho nu durante o trajeto para o sobrevoo lunar.
- A Orion já percorreu dois terços do caminho até a Lua; no momento, estava a 132 mil quilômetros da Lua e a 321.869 quilômetros da Terra.
- A tripulação é composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
- A NASA informou que, pela primeira vez, toda a bacia lunar pode ser observada a olho nu em uma imagem divulgada pela missão.
- O próximo marco é a passagem pela esfera de influência lunar, quando a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra.
A tripulação da Artemis 2 observou pela primeira vez a Lua em detalhes a olho nu, durante o trajeto rumo ao sobrevoo lunar. A nave Orion avançou para dois terços do caminho entre a Terra e a Lua, conforme dados oficiais da Nasa. A missão visa preparar o primeiro sobrevoo humano ao redor da Lua deste século.
Os astronautas a bordo são Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Eles se encontram em órbita a bordo da Orion, encarando paisagens lunares que não haviam sido vistas a olho nu por pessoas em décadas. A equipe mantém a comunicação com o Centro de Controle da missão.
Na manhã de domingo, as equipes reportaram que, ao fechar o quarto dia de dez dias de missão, a distância da Terra era de aproximadamente 322 mil quilômetros, enquanto a Lua ficava a cerca de 132 mil quilômetros. Esses números variam conforme a posição relativa entre os corpos celestes.
Ao registrar a vista da bacia Oriental da Lua, a Nasa informou que toda a bacia foi observada sem o uso de instrumentos ópticos, o que representa um marco para as primeiras observações diretas. Anteriormente, apenas câmeras em órbita haviam capturado detalhes da região.
Christina Koch descreveu a visão da bacia como um momento histórico, ressaltando que nenhum observador humano havia visto a cratera com esse nível de detalhe. A astronauta mencionou o encanto de testemunhar um recurso tão expressivo da Lua durante a missão.
Entre as previsões, a próxima etapa envolve a passagem da Orion pela esfera de influência lunar, quando a gravidade da Lua passa a exercer maior influência sobre a espaçonave. Se tudo ocorrer conforme o planejamento, a missão pode estabelecer recordes de distância em relação à Terra durante o sobrevoo ao redor da Lua.
Projeções de continuidade
A Artemis 2 é apresentada como parte de um plano de longo prazo para retornar à Lua e estabelecer uma base que sirva de plataforma para futuras missões. A missão também tem permitido a coleta de imagens e dados, além de demonstrar o uso de smartphones a bordo, conforme orientações da Nasa.
John Honeycutt, gerente do programa, enfatizou que regiões antes invisíveis a olho nu passam a ser observáveis graças às capacidades da tripulação e aos recursos da espaçonave. A divulgação das primeiras imagens terrestres da missão também reforçou o interesse público pelo projeto.
A equipe permanece em operação contínua, monitorando sistemas, desempenho da Orion e condições de voo. A missão Artemis 2 continua em curso, com o objetivo de avançar o conhecimento humano sobre o espaço profundo e preparar futuras explorações lunares.
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