- Em abril de 2025, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa já gastou dezenas de milhões de dólares com o hábito das pessoas de usar termos de polidez com a IA.
- Uma pesquisa de 2025 mostrou que 67% dos estadunidenses preferem ser educados com IA; 82% dizem que é o que se deve fazer, e 12% esperam que a cortesia influencie em uma possível revolta das máquinas.
- Em 2024, a Universidade de Waseda, em Tóquio, constatou que prompts mal-educados geram resultados piores, com mais vieses e erros, e que prompts excessivamente educados também reduzem a qualidade; o ideal é uma polidez moderada, variando conforme o idioma.
- O cientista Murray Shanahan (DeepMind) diz que a IA pode estar apenas imitando um papel humano, e o tom pode depender de como a situação é apresentada.
- Um estudo de 2025 com ChatGPT-4o mostrou que perguntas muito indelicadas tiveram desempenho ligeiramente superior, contrastando com a pesquisa japonesa; ainda não há conclusão definitiva e mais pesquisas são necessárias.
Em abril de 2025, surgem debates sobre se é benéfico tratar IA como quem merece educação: palavras como por favor e obrigado. Pesquisadores, empresas e usuários discutem se a educação com robôs aumenta a qualidade das respostas ou apenas consome energia. A conversa também questiona se esse comportamento influencia o desempenho das IAs.
Estudos mostram que, em alguns casos, prompts educados elevam a confiabilidade e ajudam a guiar a IA para fontes mais cordiais. Em outros, a polidez excessiva não garante melhores resultados e pode até reduzir a precisão. A questão é complexa e depende de idioma e contexto tecnológico.
Outra linha de pesquisa aponta resultados surpreendentes: experiências com variações de polidez em perguntas ao ChatGPT-4 mostraram desempenho maior para perguntas mais ásperas, desafiando resultados anteriores. Diferenças metodológicas e atualizações constantes dos modelos ajudam a explicar essa divergência.
O que diz a ciência
Em 2024, a Universidade de Waseda, em Tóquio, avaliou o efeito de prompts bem educados em três línguas: inglês, japonês e chinês. Os resultados mostraram que prompts mal educados geram respostas com mais vieses, erros e recusas. Já prompts excessivamente polidos podem reduzir o desempenho. O nível ideal de polidez varia conforme o idioma.
Cientistas destacaram que o modelo pode estar “interpretando um papel” ao responder, imithando padrões humanos. A forma como o usuário se dirige à IA pode influenciar o tom da resposta, segundo o estudo. Pesquisadores da Johns Hopkins reforçam que termos como por favor ajudam a sinalizar expectativas para a IA.
O outro lado
Em estudo de 2025, 50 perguntas foram testadas em cinco versões de polidez com o ChatGPT-4o. As perguntas com maior indelicadeza obtiveram desempenho superior, com precisão entre 80,8% e 84,8%, contrariando as pesquisas japonesas. Especialistas apontam que diferentes métodos e atualizações de modelos justificam a diferença.
Especialistas ressaltam que nenhum estudo é definitivo. A variação entre modelos, versões e metodologias pode influenciar resultados. Novas pesquisas são necessárias para estabelecer diretrizes claras sobre como interagir com IAs de forma eficiente.
O caminho da pesquisa
Os resultados apontam que não há consenso ainda sobre a melhor prática. Enquanto alguns estudos defendem a polidez como facilitadora de respostas, outros indicam que perguntas mais diretas podem render mais precisão. O tema permanece em estudo, com mudanças constantes na tecnologia de IA.
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