Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gripe aviária aumenta entre vida selvagem urbano em Nova York

Surto de gripe aviária H5N1 atinge aves silvestres e mamíferos em Nova York, elevando riscos de spillover e fortalecendo vigilância urbana

A chicken (Gallus gallus domesticus) is weighed at a live poultry market in West Harlem as a customer stands nearby. The stacking of live animal cages allows bodily waste to drop into the cages below, facilitating disease spread. Image by Cate Twining-Ward.
0:00
Carregando...
0:00
  • A gripe aviária H5N1 está aumentando entre a fauna urbana de Nova York, com casos em aves migratórias e animais silvestres no estado.
  • O vírus já matou aves de rapina, patos e gansos, além de animais como guaxinins, raposas e felinos silvestres em Nova York.
  • Apesar do risco ao público permanecer baixo no momento, autoridades reforçam vigilância, protocolos e testes em fauna, com alertas para novas ocorrências.
  • Os mercados de aves vivas de Nova York aparecem como agravantes, com mais de oitenta mercados na cidade e ações como fechamento temporário em 2025 para depuração e desinfecção.
  • Especialistas destacam a transmissão entre espécies e a necessidade de monitoramento contínuo, pois a doença pode evoluir e ampliar o risco de transmissão a humanos.

O aumento da gripe aviária altamente patogênica (HPAI) já afeta a vida selvagem urbana de Nova York, ampliando preocupações sobre a disseminação da doença. Em órgãos de vigilância e em organizações sem fins lucrativos da cidade, há relatos de casos suspeitos entre aves silvestres e mamíferos, com resposta constante de equipes de biossegurança.

A Wild Bird Fund (WBF), uma clínica de fauna na região do Upper West Side, relata vida clínico desafiador nos últimos meses. Mesmo com vasta experiência, a equipe observa um volume alto de aves doentes e mortas, levando a mudanças rápidas em protocolos de H5N1 e ao uso regular de equipamentos de proteção.

O vírus, denominado H5N1 clade 2.3.4.4b, já matou espécies como águias-carecas, falcões, corujas e gansos em Nova York, além de aves em locais como Central Park, Queens e Bronx. Casos envolvendo patos e outras aves também foram notificados, com impactos em mamíferos como guaxinins e raposas.

Segundo Kevin Hynes, líder do programa de fauna da NYSDEC, a chance de a HPAI surgir em qualquer ponto do estado é considerada alta, dadas as dinâmicas do vírus. Ele participou de webinar para discutir o aumento de casos e destacou que a circulação pode permanecer estável por mais tempo do que o esperado.

Entre as características da variante, o salto entre espécies tem sido mais comum, o que facilita a transmissão em ambientes com alta densidade de aves. Em quatro anos, o vírus já teve disseminação global significativa, com milhares de mortes de aves selvagens e, isoladamente, de mamíferos, no país.

Na prática, a NYSDEC intensificou a vigilância com novas ações de coleta e rastreamento de amostras, além de análises genéticas para monitorar mutações. Em Nova York, pesquisas do Mount Sinai e da WBF colaboram com órgãos estaduais para mapear a situação local.

A transmissão entre espécies aumenta o risco de contaminação de fontes de água e áreas de estar de aves migratórias. Dados da NYSDEC indicam que o vírus pode permanecer viável em temperaturas frias, o que amplifica a chance de disseminação entre aves congregadas.

A cidade de Nova York abriga mais de 80 mercados de aves vivas, presentes em todos os bairros, com várias estruturas de abate no local. Em 2025, o governador suspendeu temporariamente esses mercados para depuração e desinfecção, mas novos casos continuaram a surgir.

Especialistas destacam que mercados úmidos, com alta densidade de espécies, criam condições para o surgimento de novas variantes. Em Nova York, o problema se agrava pela proximidade de escolas, residências e parques próximos a alguns mercados.

Globalmente, a pesquisa e a vigilância continuam, com médicos e ecologistas ressaltando que, embora o risco ao público permaneça baixo nos EUA, a transmissão entre espécies sinaliza necessidade de monitoramento rigoroso. A situação é descrita como um desafio prolongado para a saúde pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais