- Fósseis encontrados no sul da China indicam ecossistemas organizados no final do período Ediacarano, sugerindo animais complexos muito antes da explosão cambriana.
- Observações destacam diversidade de organismos multicelulares, linhagens ancestrais de vertebrados, formas associadas a equinodermos e estratégias alimentares especializadas.
- O conjunto de fósseis ajuda a preencher o intervalo entre formas simples de vida e organismos complexos, apontando uma transição gradual na evolução.
- A preservação em filmes carbonáceos revelou detalhes estruturais, como sistemas digestivos e mecanismos de alimentação, permitindo reconstruções mais fiéis dos organismos; estudo publicado na Science com participação da Universidade de Oxford e da Universidade de Yunnan.
- As evidências sustentam uma evolução contínua, sugerindo que a explosão cambriana foi uma janela de maior registro fóssil, não o início da complexidade, e indicam a possibilidade de outros ecossistemas similares existirem.
Durante uma nova rodada de estudos, fósseis do sul da China indicam vida animal complexa antes da explosão cambriana. As evidências estão em estágio de pesquisa e foram publicadas recentemente em uma revista científica de relevância internacional.
Os achados sugerem que ecossistemas organizados já existiam no final do período Ediacarano, milhões de anos antes do que se pensava. Cientistas descrevem organismos multicelulares variados e possíveis linhagens de vertebrados ainda primitivas.
Entre os protagonistas da descoberta estão fósseis preservados em filmes carbonáceos, o que permite observar detalhes estruturais raros em registros tão antigos. Essa preservação facilita a leitura de órgãos internos e alimentação.
Os pesquisadores destacam evidências de formas relacionadas a equinodermos, como estrelas-do-mar, além de traços de simetria bilateral e estratégias alimentares especializadas. Tais traços apontam para uma transição evolutiva mais longa.
Ponte evolutiva
Esses fósseis ajudam a preencher lacunas entre vida simples e formas complexas. A análise indica uma evolução gradual, com uma fase intermediária que contrasta com a ideia de saltos abruptos.
A equipe observa sinais de deuterostômios primitivos, grupo que inclui ancestrais de animais com coluna vertebral. Isso sugere que linhas-chave da vida animal se formaram ainda antes do que se havia registrado.
A pesquisa reforça a visão de que a evolução não ocorreu apenas na explosão cambriana, mas ao longo de milhões de anos, com períodos de maior preservação fósil exercendo papel central.
Os dados apontam ainda para a possibilidade de outros ecossistemas semelhantes existirem, mas não terem sido preservados. Novas investigações podem ampliar o panorama sobre a origem da vida animal moderna.
Os trabalhos foram liderados por Gaorong Li, envolvendo a Universidades de Oxford e de Yunnan, com publicação na revista Science. As informações ampliam a compreensão sobre como surgiram animais complexos.
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