Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Livro aponta mulher como protagonista da evolução, tema não contado por Darwin

Livro de Sarah Blaffer Hrdy mostra estratégias femininas em primatas, desafiando o foco masculino da evolução e ampliando a compreensão da biologia humana

Capa do livro lançado pela Editora da USP (Edusp) – Foto: Divulgação/Edusp
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro A Mulher que Nunca Evoluiu, da Editora da USP, reúne a pesquisa de Sarah Blaffer Hrdy para questionar estereótipos femininos na evolução, destacando o papel ativo das fêmeas nos primatas.
  • Hrdy mostra que fêmeas podem ser competitivas ou cooperativas conforme seus interesses, desmentindo a ideia de mulher naturalmente passiva que Darwin teria privilegiado.
  • O volume, com 412 páginas, reúne exemplos de estratégias femininas observadas em primatas (langures, macacos-de-toque, mursanhos-das-árvores) para explicar a evolução da fêmea.
  • Entre os pontos, a autora discute lutas entre fêmeas para defender a prole e recursos, bem como respostas femininas ao infanticídio promovido por novos machos.
  • Hrdy critica o androcentrismo histórico na ciência, defende ampliar o foco para incluir interesses de ambos os sexos e cita a relevância de contextos como o da Amazônia brasileira para entender estratégias reprodutivas.

Na edição recente, a Editora da USP (Edusp) lança no Brasil o livro A Mulher que Nunca Evoluiu, de Sarah Blaffer Hrdy. A obra, originalmente publicada em 1981 com o título The Woman that Never Evolved, questiona a visão de que as mulheres seriam naturalmente passivas na evolução.

Hrdy, antropóloga estadunidense, argumenta que Darwin subestimou o papel das fêmeas na sobrevivência de sua prole. A autora baseia-se em observações de primatas para mostrar estratégias femininas que vão além da submissão, desafiando estereótipos ligados à biologia.

Contexto e abordagem

A pesquisadora realizou estudos na Índia sobre langures e observou que as fêmeas podem ser cooperativas ou competitivas conforme seus próprios interesses. O livro reúne dados de 412 páginas que apontam hipóteses sobre a evolução da fêmea alinhadas aos dados atuais.

Hrdy pretende ampliar o campo da sociobiologia ao incluir as perspectivas de ambos os sexos na compreensão do processo evolutivo. A autora também busca atrair leitores que duvidavam de explicações biológicas para comportamentos femininos.

Conteúdos-chave

Entre os temas, Hrdy descreve táticas de fêmeas de vários primatas para assegurar a sobrevivência da prole. Exemplos vão desde lutas entre fêmeas de saguis até o papel das estratégias diante de infanticídio, quando o novo macho pode eliminar filhotes para favorecer sua prole.

O livro analisa ainda como fêmeas respondem a mudanças de liderança no grupo, equilibrando proteção da prole e reprodução. Em todos os casos, Hrdy aponta que o comportamento feminino é dinâmico e relevante para a compreensão evolutiva.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais