- Em 2026, o kākāpō atingiu o maior recorde de recria, com pelo menos 95 filhotes, após forte colheita de frutos de rimu, base da alimentação da espécie.
- A contagem de filhotes ocorre em Ilha Pukenui Anchor, na região sul da Nova Zelândia, em um santuário sem predadores; os filhotes só entram na população oficial aos 150 dias de idade.
- Até o momento, já morreram dez filhotes e três estão recebendo cuidado veterinário.
- Dentre 80 ninhos, foram produzidos pelo menos 256 ovos; 148 eram férteis e 105 eclodiram.
- O objetivo é reduzir gradualmente a intervenção humana conforme a população se fortalece, ainda que, no tempo atual, parte do processo dependa de inseminação artificial e incubação de ovos.
O kakāpō, ave não voadora nativa da Aotearoa, Nova Zelândia, tem a população adulta drasticamente reduzida pela presença de predadores. Este ano, após boa safra de frutos de rimu, pelo menos 95 filhotes estão crescendo, superando o recorde anterior de 73 em 2019.
A contagem oficial depende de chegar a 150 dias de idade para considerar os filhotes como aves jovens. Até o momento, dez filhotes morreram e três recebem cuidados veterinários. No total, 80 ninhos deram origem a 256 ovos, com 148 fertilizados e 105 chocados.
O programa de recuperação envolve manejo humano intenso, incluindo inseminação artificial no início da temporada e incubação de muitos ovos. O objetivo é gradualmente reduzir a intervenção para que a população se autossustente.
Progresso e desafios
Segundo a Administração de Conservação, os filhotes serão somados à população apenas quando atingirem 150 dias. A operadora Deidre Vercoe destacou que a infertilidade e a baixa taxa de eclosão são obstáculos, mas cada nascimento bem-sucedido evidencia avanços.
O registro fotográfico da temporada mostra Tīwhiri-A3 e Tīwhiri-A4, irmãos da mesma ninhada, em Pukenui Anchor Island, reservatório predator-free escolhido como santuário. A imagem foi feita por uma técnica do programa de recuperação.
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