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Artemis II leva chips de células humanas ao espaço

Avatares de medula óssea a bordo da Artemis II mapeiam respostas imunológicas no espaço, abrindo caminho para tratamentos personalizados em missões longas

Tripulantes da Artemis II, Christina Koch e Victor Glover, podem ser vistos usando dispositivos de pulso que medem seu sono e bem-estar
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  • Avatares do tamanho de um pendrive foram levados a bordo da Artemis II, feitos com tecido de medula óssea derivado de células dos astronautas em tamanho real: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
  • Os chips de órgãos, chamados AVATAR, simulam órgãos humanos no espaço profundo para entender como o corpo muda durante longas viagens.
  • O objetivo é coletar dados sobre respostas imunológicas e radiação, para oferecer tratamentos personalizados que protejam a saúde em missões mais longas, possivelmente além da Lua.
  • A missão utiliza diversas monitorias — sinais de pulso, saliva e radiação — para mapear saúde física e mental da tripulação durante o voo e na readaptação à Terra.
  • Os dados coletados devem orientar futuras missões, incluindo bases lunares e viagens interplanetárias, com planejamento para prevenir problemas de saúde antes que ocorram.

O programa Artemis II levou ao espaço uma novidade tecnológica: chips de órgãos humanos baseados em tecido de medula óssea, criados a partir de células doadas pelos astronautas da missão. Esses avatares, do tamanho de um pendrive, viajaram em um recipiente triangular na cápsula Orion.

Os quatro tripulantes de carne e osso — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (agência canadense) — forneceram as bases biológicas para os chips. O estudo AVATAR busca simular como os órgãos reagiriam ao ambiente do espaço profundo, permitindo observação detalhada além dos exames tradicionais.

AVATAR em órbita

A autora da pesquisa, Lisa Carnell, afirma que o método oferece dados sobre quando e onde mudanças ocorrem no corpo durante a missão. O foco inicial é a medula óssea, com interesse nas respostas imunológicas diante da radiação e do ambiente espacial.

Segundo Carnell, a experiência pode abrir caminho para tratamentos personalizados que ajudem astronautas a missões mais longas. A ideia é antecipar problemas de saúde e adaptar intervenções antes que se tornem críticos.

Monitoramento de saúde a bordo

Enquanto os avatares cumprem seu papel, a tripulação coleta dados para orientar futuros voos tripulados. O conjunto de pesquisas inclui monitoramento de radiação, sono, cognição e bem-estar, com uso de sensores e biomarcadores.

A Orion leva sensores de radiação e monitores que acompanham sinais vitais e saliva dos astronautas. Amostras são coletadas antes, durante e após o voo para entender respostas imunológicas e possíveis reativação de vírus latentes.

Desafios e objetivos da missão

A missão Artemis II também marca a continuidade do estudo Spaceflight Standard Measures, ampliando dados de bem-estar humano no espaço. Os pesquisadores buscam compreender impactos na visão, equilíbrio e sistema nervoso.

Ao retornar, a equipe passará por avaliações de readaptação à gravidade, com testes de mobilidade e musculatura. Os resultados devem orientar futuras bases lunares e missões mais ambiciosas, como a viagem a Marte.

Perspectivas para o futuro

Pesquisadores ressaltam que o conhecimento obtido durante Artemis II não se encerra na reentrada. Dados coletados podem influenciar a preparação de missões com duração prolongada, inclusive com possíveis missões interplanetárias no longo prazo.

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