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Fórmula de hidrogel brasileira combate superbactérias

Hydrogel brasileiro de vidro borofosfato e carbopol apresenta alto poder antimicrobiano, não inflamável e potencial substituto do álcool em gel, ainda em desenvolvimento

Vidro de borofosfato é usado no hidrogel como agente que elimina bactérias
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  • Pesquisadores da UTFPR, campus Toledo, desenvolveram um hidrogel composto de vidro de borofosfato e carbopol com alto poder antimicrobiano.
  • O produto não é inflamável como o álcool em gel e pode atuar como agente de limpeza de ambientes hospitalares, além de potencial substituto do álcool em gel.
  • O hidrogel já passou por testes em laboratório, tem patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e ainda não foi regulamentado para uso em pessoas.
  • Em 2023, pesquisadores publicaram na International Journal of Pharmaceutics, comparando o hidrogel com o álcool em gel.
  • Os próximos passos incluem escalonar a produção e buscar parcerias com empresas para dar continuidade às pesquisas.

Nos pesquisadores da UTFPR, campus Toledo, foi desenvolvido um hidrogel com alto poder antimicrobiano feito a partir de vidro de borofosfato e carbopol. O material ainda não passou por regulamentação para uso em pessoas, mas mostrou potencial em laboratório.

A pesquisa aponta que o hidrogel pode atuar como substituto do álcool em gel e como agente de limpeza para esterilização de ambientes hospitalares. O objetivo é reduzir infecções associadas a bactérias resistentes, sem depender de metais como prata.

O desenvolvimento começou em 2022, com a combinação de vidro bioativo e gelificante. O borofosfato, em forma vítrea, funciona como princípio ativo que combate microrganismos, sem inflamar a pele.

Desdobramentos e parcerias

Em 2023, o grupo publicou na International Journal of Pharmaceutics, comparando o hidrogel ao álcool em gel. O estudo envolveu Iago Assis, Jaqueline Saracini, orientados por Ricardo Schneider e Cleverson Busso.

A patente foi depositada junto ao INPI após um ano de pesquisas. A equipe busca parcerias com empresas para ampliar a escala de produção e viabilizar novos testes.

Segundo a instituição, o hidrogel evita o uso de metais com atividade antimicrobiana residual, o que pode reduzir impactos ambientais e, potencialmente, o surgimento de resistência bacteriana.

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