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Câncer colorretal cresce no Brasil e amplia desigualdades regionais

Câncer colorretal cresce no Brasil com diagnóstico tardio e desigualdades regionais, elevando mortalidade e perdas econômicas

Na imagem, produzida com ajuda de inteligência artificial, o raio-X da região onde fica o intestino
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  • O câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil, com mais de 45 mil novos casos por ano; mais de 60% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados.
  • A colonoscopia, essencial para prevenção e diagnóstico, é recomendada a partir dos 45 anos para identificar e remover pólipos.
  • Um estudo do Inca em parceria com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer projeta mais de 635 mil mortes por câncer colorretal no período de 2001 a 2030, com cerca de 12,6 milhões de anos de vida perdidos e perdas econômicas de aproximadamente US$ 22,6 bilhões.
  • A mortalidade tende a crescer: aumento estimado de 181% entre homens e 165% entre mulheres até 2030; desigualdades regionais impactam os números, com Sul e Sudeste concentrando mais mortes e perdas, enquanto Norte e Nordeste mostram maiores crescimentos relativos.
  • O Brasil responde por cerca de 41% das mortes por câncer colorretal na América Latina; medidas integradas de prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento são essenciais para reduzir mortalidade e desigualdades.

O câncer colorretal é um dos tumores mais incidentes no Brasil, ocupando a 3ª posição entre mulheres e homens. Estimam-se mais de 45 mil novos casos por ano, segundo o Inca. A maioria dos diagnósticos ainda ocorre em estágios avançados, elevando o desafio de tratamento.

Dados recentes sinalizam que a idade média no diagnóstico tem diminuído, mas a maioria dos casos ocorre a partir dos 50 anos. A colonoscopia, indicada a partir dos 45, permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.

Um estudo do Inca em parceria com a Iarc projeta impactos até 2030: mais de 635 mil mortes, 12,6 milhões de anos de vida perdidos e cerca de US$ 22,6 bilhões em produtividade. As mortes devem crescer 181% entre homens e 165% entre mulheres.

Desigualdades regionais e impacto econômico

As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número absoluto de óbitos e perdas econômicas. Norte e Nordeste apresentam os maiores crescimentos relativos de mortalidade e de anos de vida produtiva perdidos.

O Brasil responde por 41% das mortes por câncer colorretal na América Latina, segundo a avaliação dos pesquisadores. A adoção de medidas integradas é apontada como essencial para reverter esse cenário.

Medidas e fatores de risco

Especialistas destacam prevenção primária, ampliação do rastreamento, diagnóstico precoce e acesso oportuno a tratamento como pilares. Em nível individual, modificáveis fatores de risco aparecem fortemente ligados à doença.

Recomenda-se manter alimentação balanceada, controle de peso, prática regular de atividade física e redução de álcool e tabagismo. Essas ações ajudam a reduzir incidência e melhorar resultados de tratamento.

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