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Pesquisadores desenvolvem triagem auditiva pelo celular para a OMS

Teste de triagem auditiva rápida em português pelo HearWHO, desenvolvido pela USP com UFRN, UFPB e OMS, feito em cerca de três minutos via celular

Chapéu que indica que a matéria faz parte do Momento Tecnologia
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  • Pesquisadores da USP em Bauru, em parceria com UFRN, UFPB e a Organização Mundial da Saúde, desenvolveram um teste de triagem auditiva rápida em língua portuguesa, utilizável pelo aplicativo HearWHO.
  • O teste de dígitos no ruído dura cerca de três minutos e funciona como autoteste no smartphone ou tablet com fone de ouvido; a pontuação estimula indicar se é necessária avaliação diagnóstica.
  • A versão em português foi validada desde 2017, lançada no ano passado, e há um projeto para um aplicativo nacional, o Ouvir Brasil, adaptado à realidade brasileira e ao SUS.
  • Ouvir Brasil está em fase de testes de usabilidade, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
  • No Brasil, cerca de vinte por cento da população tem alguma perda auditiva, sendo seis por cento com perda incapacitante; causas incluem fatores ao longo da vida, infecções, uso de certos medicamentos e exposição a volumes altos de fones.

A equipe da USP de Bauru, em parceria com UFRN, UFPB e a Organização Mundial da Saúde, desenvolveu um teste de triagem auditiva rápida em língua portuguesa para ser usado no aplicativo HearWHO. O método é voltado a adultos e pode ser feito por smartphone ou tablet, com fones comuns.

O teste dura cerca de três minutos e usa o “teste de dígitos no ruído”. O usuário ouve tríades de números em meio a ruído e digita o que ouviu. A cada resposta, o nível de dificuldade e o volume se ajustam, gerando uma pontuação associada à audiometria.

Desenvolvimento e versão brasileira

O desenvolvimento ocorreu desde 2017, com validação em diferentes populações para manter confiabilidade, sensibilidade e especificidade. A versão em português foi lançada no ano passado.

Existe ainda um projeto nacional, o Ouvir Brasil, financiado pelo CNPq e pela Finep. O objetivo é adaptar o teste para a realidade brasileira e o SUS, com funcionalidades adicionais para vigilância epidemiológica.

Impactos e público-alvo

Estimativas de 2007 apontam que 20% da população tem algum tipo de perda auditiva, sendo 6% incapacitante. Mulheres e homens acima de 60 anos, com menor escolaridade, apresentam maior risco, entre outros fatores.

As causas são multifatoriais: condições na gestação, infecções, uso de determinados medicamentos e envelhecimento natural. A OMS destaca ainda que o uso intenso de fones de ouvido em volume elevado é responsável pela maior parte da perda auditiva evitável entre jovens.

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