- Cerca de um quarto dos adultos nos EUA usaram alguma ferramenta de IA para informações ou orientação em saúde nos últimos trinta dias, segundo pesquisa West Health–Gallup.
- Usuários buscam respostas rápidas e, muitas vezes, avaliando se precisam de atendimento médico, antes de marcar consultas ou acompanhar resultados.
- Jovens e pessoas de menor renda recorreram à IA para superar dificuldades de acesso a cuidados de saúde ou para economizar custo.
- Há ceticismo quanto à confiabilidade da IA: roughly um terço confia muito ou pouco, com muitos não confiando nem compreendendo totalmente a informação gerada.
- Preocupações com privacidade são comuns: cerca de 75% dos adultos estão muito ou parcialmente preocupados com a proteção de dados médicos usados por IA.
A parcela de americanos que recorre a ferramentas de IA para informações ou orientação em saúde vem crescendo, conforme pesquisa West Health–Gallup Center on Healthcare in America. O estudo, realizado no final de 2025, aponta que cerca de 25% dos adultos nos EUA usaram IA para questões de saúde nos últimos 30 dias.
O uso costuma buscar respostas rápidas ou auxílio na avaliação de necessidade de atendimento médico. Pacientes como Tiffany Davis, de Mesquite, no Texas, recorrem ao ChatGPT antes de agendar consultas, para entender a gravidade de sintomas ou a necessidade de cuidado.
O levantamento também destaca que a prática não exclui a busca por médicos. Aproximadamente 8 em cada 10 adultos disseram ter procurado profissional de saúde no último ano, enquanto 3 em 10 consultaram IA para informações de saúde.
Quem está usando e por quê
A pesquisadora Rakesia Wilson, em Theodore, Alabama, relatou uso de IA para interpretar resultados de laboratório e decidir sobre ausências no trabalho. O objetivo comum entre usuários é obter respostas rápidas, considerar opções de cuidado ou confirmar dúvidas antes de decisões.
Especialistas apontam o papel da IA como ferramenta de apoio, não substituto da medicina. O médico Karandeep Singh, da UC San Diego Health, descreve a IA como uma evolução dos portais de busca, oferecendo resumos executivos em vez de múltiplos links.
Aparece também a percepção de que, para alguns, a IA facilita acesso a informações fora do horário comercial ou diante de custos elevados de consultas. Pesquisas associadas mostram que motivações incluem conveniência, economia e, em alguns casos, dificuldades de acesso.
Confiança, privacidade e limites
Sobre confiabilidade, pesquisas indicam que cerca de um terço dos usuários confia na exatidão das informações geradas pela IA, enquanto parcela semelhante desconfia. Médicos ressaltam que a IA deve apoiar a avaliação clínica, não substituir o atendimento médico.
Há preocupação com privacidade, conforme o levantamento. Às vezes, usuários temem o uso de dados para treinar modelos, ainda que muitos ajustes de configuração permitam restringir esse uso. Casos públicos de conversas indexadas reforçam esse alerta para cautela.
Especialistas destacam a necessidade de orientação médica em casos de sintomas graves ou incerteza sobre o tratamento adequado. O uso responsável envolve reconhecer limites da IA e manter o acompanhamento profissional como base do cuidado.
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