- A imunoterapia começa a se consolidar como tratamento contra o câncer, com foco em estimular o sistema imune, incluindo terapias de células CAR-T e inibidores de checkpoint.
- A paciente Maureen Sideris, de 71 anos, em Nova York, teve desaparecimento do tumor de esôfago após quatro meses de dostarlimab, sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, com insuficiência adrenal como principal efeito.
- Ensaios em centros como o Memorial Sloan Kettering mostraram remissões completas em parte dos pacientes com assinatura genética específica ao usar inibidores de checkpoint.
- Ainda não funciona para todos: entre vinte e quarenta por cento dos pacientes costumam reagir; efeitos colaterais variam e podem incluir inflamações de órgãos.
- Pesquisas seguem em várias frentes: combinações com radioterapia ou ultrassom, imunoterapia personalizada e vacinas contra o câncer, buscando ampliar remissões sem cirurgia.
Maureen Sideris, 71, de Nova York, participou de um teste clínico que transforma a imunoterapia em opção viável para câncer. Em 2008, tratou câncer de cólon com cirurgia e recuperação longa. Em 2020, diagnosticaram câncer de esôfago, levando-a a um tratamento inovador.
A cada três semanas, no Memorial Sloan Kettering, em Nova York, ela recebeu Dostarlimab por 45 minutos. Em quatro meses, o tumor sumiu sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. O único efeito colateral relevante foi insuficiência adrenal, gerando fadiga.
A imunoterapia usa o sistema de defesa do organismo para combater o câncer. Entre as abordagens mais conhecidas estão as células CAR-T e os inibidores de checkpoint imunológico, que ajudam as células T a reconhecer tumores.
As CAR-T extraem células T do sangue, modificam-nas em laboratório e as reintroduzem para buscar células cancerosas, especialmente em cânceres no sangue. Desafios ainda existem para tumores sólidos.
Os inibidores de checkpoint atuam, desbloqueando a resposta imune para que células T ataquem tumores. Estudos mostram eficácia em alguns tipos, mas nem todos respondem ao tratamento e há efeitos colaterais potenciais.
Produtores da imunoterapia sinalizam avanços com combinações, horários de aplicação e complementos, como radiação ou ultrassom, para ampliar a resposta tumoral. Pesquisas também exploram estratégias de vacinas contra o câncer.
Pesquisadores do Sloan Kettering expandiram testes com um perfil genético específico, obtendo remissão completa em muitos casos. Ainda assim, apenas uma fração de tumores apresenta a assinatura adequada para imunoterapia sem cirurgia.
Especialistas destacam que a medicina personalizada é crucial. Mesmo com resultados promissores, a maioria dos tumores não responde de imediato, demandando novos alvos e tratamentos.
A médica Samra Turajlic aponta que o equilíbrio entre eficácia e efeitos adversos é essencial. E o Instituto Nacional de Câncer dos EUA registra reações variadas entre pacientes.
No campo, a pesquisa segue buscando ampliar a parcela de pacientes beneficiados pela imunoterapia, reduzir a necessidade de cirurgia e aumentar a qualidade de vida durante o tratamento.
Apoio de especialistas permanece firme. Pesquisadores ressaltam que o câncer não é uma única doença, mas um conjunto de condições distintas, exigindo estratégias diversas para cada paciente.
Resultados iniciais de vacinas contra o câncer já indicam resposta imunológica em alguns casos, com efeitos promissores em melanoma e câncer renal, fortalecendo a visão de medicina de precisão.
Ainda assim, caminhos desafiadores permanecem. Mais estudos são necessários para confirmar eficácia, reduzir custos e ampliar o uso dessas terapias a mais pacientes, com segurança.
O caso de Maureen Sideris ilustra o potencial da imunoterapia para transformações radicais no tratamento do câncer, abrindo espaço para abordagens menos invasivas e mais personalizadas.
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