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SPHEREx mapeia grandes regiões de gelo interestelar, segundo a NASA

SPHEREx mapeia gelo interestelar em nuvens moleculares da Via Láctea, sugerindo que reservas de água em grandes regiões podem abastecer novos sistemas estelares

Wispy filaments of vibrant orange and electric blue cosmic dust and gas weave through a dark, star-studded expanse of outer space, creating a chaotic and intricate web of celestial matter.
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  • A missão SPHEREx mapeou gelo interestelar em uma área de mais de 600 anos-luz na Via Láctea, dentro de nuvens moleculares grandes onde nascem as estrelas.
  • O estudo, publicado na The Astrophysical Journal, descreve como o gelo envolve moléculas como água, dióxido de carbono e monóxido de carbono, importantes para a química da vida.
  • Os pesquisadores sugerem que esses reservatórios de gelo, presos em grãos de poeira, podem ser fontes de água para sistemas estelares que se formarem na região.
  • SPHEREx tem capacidade espectral que permite medir quantidades de diferentes ices e moléculas ao longo de grandes porções do céu, algo difícil de fazer com observatórios terrestres.
  • A missão, gerida pelo JPL, lançou em 11 de março de 2025 e já completou a primeira de quatro mapas infravermelhos de todo o céu, ajudando a entender a origem da água e da vida no cosmos.

A NASA divulgou que a sonda SPHEREx mapeou, pela primeira vez em grande escala, regiões de gelo interestelar dentro da Via Láctea. O estudo, publicado na Astrophysical Journal, descreve gelo ligado a nuvens moleculares gigantes, onde o gás se comprime para formar estrelas. A pesquisa usa o mapeamento espectrofotométrico da missão.

O objetivo principal do SPHEREx é identificar assinaturas químicas de diferentes tipos de gelo interestelar, incluindo água, dióxido de carbono e monóxido de carbono. Esses compostos estariam nos grãos de poeira que servem de base para a formação de água e, eventualmente, de vida.

O observatório, gerido pelo JPL, foi lançado em março de 2025 e captura o céu em 102 tons de cores, cada uma correspondendo a uma faixa de infravermelho. Em 2025, completou o primeiro de quatro mapas astronômicos do universo em infravermelho.

Mapeamento em regiões específicas

As imagens permitiram explorar nuvens moleculares como Cygnus X e a Nebulosa do Norte Americano, analisando áreas densas onde a poeira bloqueia a luz visível. Com infravermelho, SPHEREx identifica a distribuição espacial de ices dentro dessas nuvens.

Os pesquisadores observam que o gelo se forma na superfície de partículas de poeira, protegidas da radiação ultravioleta de estrelas jovens. O estudo também ressalta que diferentes ices respondem de modo distinto a fatores ambientais, como radiação e aquecimento.

Participação e impactos

Entre os autores, o coautor principal e cientista do instrumento, Phili Korngut, destaca a capacidade da missão de traçar fatores ambientais que influenciam a formação de gelo em áreas extensas. Gary Melnick, do CfA, salienta que o mapa oferece informações que não surgem em estudos pontuais.

A equipe de pesquisa ressalta que o SPHEREx, ao comparar água e CO2, pode revelar variações na abundância de ices sob diferentes condições, algo difícil de medir com observatórios terrestres.

Sobre a missão e disponibilidade

A SPHEREx é gerida pelo JPL para a Divisão de Astrofísica da NASA e utiliza hardware fabricado pela BAE Systems. Dados e análises são produzidos por equipes de várias instituições, com acesso aberto a cientistas e ao público.

A missão pretende aprofundar o entendimento sobre a distribuição de água no cosmos, a dinâmica do meio interestelar e os processos que conduzem à formação de planetas e possíveis ambientes habitáveis.

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