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IBGE realiza reunião técnica sobre metodologia de população em áreas de risco

IBGE debate melhoria metodológica para mapear a população em áreas de risco, com foco em sigilo estatístico e dados georreferenciados para políticas públicas

Diretoria de Geociências e de Pesquisas reunidas no debate - Cortesia-DGC
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  • O IBGE realizou, no dia 8, uma reunião técnica no Centro de Inteligência Corporativa, no Rio de Janeiro, reunindo equipes do IBGE e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) para debater metodologia sobre população residente em áreas de risco.
  • O objetivo é aprimorar a produção e a divulgação de informações populacionais em áreas vulneráveis, com atenção aos princípios de sigilo estatístico e à potencial identificação indireta em análises espaciais.
  • Foi discutida a transição de uso de unidades territoriais agregadas para a associação das áreas de risco a pontos georreferenciados do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE), buscando maior precisão e controle das informações.
  • A reunião dá continuidade ao produto População em Áreas de Risco no Brasil, publicado em 2018, cuja metodologia utilizava a Base Territorial Estatística de Áreas de Risco (BATER).
  • Autoridades destacaram que a caracterização da população em áreas de risco é essencial para subsidiar políticas públicas, ações de prevenção e enfrentamento de desastres, mantendo a confidencialidade dos dados.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, no dia 8, no Centro de Inteligência Corporativa (CIC) no Rio de Janeiro, uma reunião técnica sobre a produção de dados da população residente em áreas de risco. O encontro reuniu equipes do IBGE e representantes do CEMADEN.

O objetivo foi debater metodologias e decisões para contabilização e caracterização de residentes em áreas sujeitas a desastres. Os debates consideraram sigilo estatístico e a possibilidade de identificação indireta em análises com recortes territoriais específicos.

A reunião reforçou o legado do produto População em Áreas de Risco no Brasil, publicado em 2018 com base na BATER. Houve troca de experiências sobre usar dados de áreas de risco sobrepostas a unidades do Censo 2010.

Metodologia e Objetivos

A pauta destacou a transição de unidades territoriais agregadas para vinculá-las a pontos georreferenciados do CNEFE. A ideia é aumentar a precisão das informações mantendo o controle do sigilo estatístico.

Também foram apresentadas propostas para definição da unidade espacial de divulgação dos dados e para estabelecer um cronograma de desenvolvimento do trabalho.

Segundo a Diretora de Geociências, Maria do Carmo Bueno, é essencial conciliar detalhamento informativo com confidencialidade. Ela afirmou que o objetivo é subsidiar políticas públicas sem comprometer a privacidade dos dados.

Perspectivas e Garantias de Sigilo

A Coordenadora de Meio Ambiente, Maria Luisa Pimenta, destacou que o avanço metodológico fortalece a integração entre estatísticas e geociências. Ela ressaltou que o aprimoramento aumenta a compreensão das vulnerabilidades socioambientais.

A caracterização da população em áreas de risco é vista como fundamental para orientar medidas de prevenção e resposta a desastres, sem abrir mão da confidencialidade das informações. O IBGE mantém o compromisso de divulgar dados de forma responsável.

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