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Pavilhão circular de madeira recupera área alagada em parque mexicano

Pavilhão circular de madeira, o primeiro no México com CLT, restaura lago do Parque Sierra Morelos e apoia a conservação de axolotes ameaçados

Implantado em área alagada, o pavilhão Ajolotario integra arquitetura e sustentabilidade ao recuperar habitat no México
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  • Pavilhão circular de madeira, chamado Ajolotario, ficou no Parque Sierra Morelos, no México, integrando restauração ambiental, conservação de axolotes e proteção da biodiversidade local.
  • O projeto é o primeiro edifício no México a usar madeira laminada cruzada (CLT), substituindo parte de materiais tradicionais e reduzindo emissões de carbono.
  • A iniciativa apoia a conservação de seis espécies ameaçadas de axolotes e facilita a observação de fauna e flora acima e abaixo da água.
  • O sistema de recuperação de águas residuais processa cerca de 430 m³ por dia, reaproveitando a água tratada para irrigação e usos não potáveis, com excedente devolvido ao ambiente.
  • A obra combinou CLT com concreto reciclado em caminhos e madeira reaproveitada em degraus e pontes, construída em aproximadamente oito meses com cerca de quatrocentos trabalhadores, em um entorno que ganhou cerca de vinte mil plantas de aproximadamente cento e cinquenta espécies.

Um pavilhão circular de madeira integra um projeto de restauração ambiental no Parque Sierra Morelos, no México. Batizado de Ajolotario, ele centraliza ações de conservação de axolotes e outras espécies nativas, aliando arquitetura, paisagismo e sustentabilidade.

A iniciativa foi desenvolvida pelo escritório Riparia MX e fica no parque público, com foco na recuperação do ecossistema degradado ao longo dos anos. O objetivo é proteger seis espécies de axolotes ameaçadas e promover a vida selvagem local.

O Ajolotario é reconhecido por usar madeira laminada cruzada, o primeiro edifício no México com essa tecnologia. O CLT substitui parte de concreto e aço, reduzindo emissões durante a construção.

O projeto utiliza também concreto reciclado em caminhos permeáveis e madeira reaproveitada em deques e pontes. A obra foi concluída em cerca de oito meses, com a participação de aproximadamente 400 trabalhadores.

A construção observa observação da biodiversidade tanto acima quanto abaixo da água, com pavilhão que abriga terrários e aquários com animais resgatados em metamorfose. O layout facilita a integração entre ambiente e público.

Antes da intervenção, o lago principal apresentava vazamentos e degradação. Para reverter o quadro, foi implantado um sistema de recuperação de águas residuais capaz de tratar cerca de 430 m³ por dia.

A água passa por tratamento biológico e filtragem natural em áreas úmidas, riachos e zonas plantadas. O recurso tratado é reaproveitado na irrigação e usos não potáveis, com o excedente devolvendo-se ao ambiente.

Integração entre arquitetura e biodiversidade

O pavilhão situa-se sobre a área alagada, ampliando as oportunidades de observação. O porão abriga espécies resgatadas em diferentes estágios de metamorfose, conectando arquitetura e ecossistema.

O entorno recebeu aproximadamente 20 mil plantas, distribuídas em cerca de 150 espécies nativas. Árvores, arbustos e vegetação aquática aumentam a resiliência do parque.

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