- Luciano Moreira, pesquisador brasileiro, foi listado pela Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, pelo trabalho contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
- Ele lidera o Método Wolbachia, que usa uma bactéria natural para impedir a transmissão de dengue, zika e chikungunya, sem eliminar o mosquito.
- O método começou na Austrália, chegou à Fiocruz no Brasil entre 2011 e 2012 e hoje está em quinze países, incluindo dezesseis municípios brasileiros.
- Em Niterói, houve queda de 89% nos casos de dengue; em Campo Grande, redução de 63%.
- Para ampliar a aplicação no Brasil, foi criada em Curitiba a Wolbito, a maior biofábrica de mosquitos para esse fim, com planos de expansão para mais cidades.
Luciano Moreira, pesquisador brasileiro, foi indicado pela Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo. O reconhecimento acompanha seu trabalho contra arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
O cientista desenvolveu o Método Wolbachia, que usa uma bactéria natural para bloquear a transmissão do vírus. A prática não elimina o mosquito, mas reduz a capacidade dele de disseminar as doenças.
O projeto nasceu na Austrália entre 2008 e 2009 e chegou à Fiocruz no Brasil entre 2011 e 2012. Desde então, há resultados positivos em cidades de diferentes regiões, com fases de campo e laboratório.
Dados recentes apontam que o método está em 16 municípios no Brasil e em 15 países. Em Niterói, a redução de dengue alcançou 89%, e em Campo Grande, 63% a menos de casos.
Como funciona o método Wolbachia
A estratégia não envolve modificação genética do Aedes. A bactéria comum na natureza é introduzida no mosquito, tornando-o incapaz de transmitir os vírus. O mosquito continua existindo, apenas com eficácia reduzida na transmissão.
Resultados expressivos já são observados em várias cidades, com quedas significativas nos casos de dengue. A expansão no Brasil busca ampliar a atuação para mais municípios no curto e médio prazos.
Para ampliar a aplicação, foi criada em Curitiba a Wolbito, considerada por Moreira a maior fábrica do mundo de mosquitos com Wolbachia. A entidade mira ampliar a distribuição para dezenas de cidades no segundo semestre.
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