- Astronautas da Artemis II utilizaram um actígrafo brasileiro, desenvolvido por estudantes da USP, para monitorar o sono durante a missão de 10 dias em órbita da Lua.
- O dispositivo foi criado pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, com financiamento do Programa PIPE da FAPESP e coordenação do professor Mario Pedrazzoli.
- O actígrafo fica no pulso e registra movimento, intensidade luminosa e a composição espectral da luz ambiente, incluindo a luz azul, para acompanhar o ciclo sono-vigília.
- A missão espacial não oferece um ciclo natural dia-noite, o que pode desregular o sono; o equipamento tem uso científico, diferente de relógios comerciais.
- Além do espaço, os dados ajudam estudos sobre distúrbios do sono e podem orientar políticas públicas, reforçando o papel das universidades públicas brasileiras.
Estudantes da USP desenvolveram um actígrafo, dispositivo que monitora o sono, para a Missão Artemis II. Astronautas engajaram com o equipamento durante os 10 dias de voo em órbita lunar. O objetivo é acompanhar padrões de sono e de luz ambiente.
O actígrafo foi criado pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, com apoio do Programa PIPE da FAPESP. A coordenação ficou a cargo do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono.
O dispositivo é usado no pulso e registra movimento, níveis de luminosidade e a composição espectral da luz, incluindo a luz azul. Esses dados ajudam a entender como o sono se regula em ambientes sem ciclos diurnos naturais.
Diferente de relógios comerciais, o actígrafo tem foco científico e é amplamente utilizado em cronobiologia, neurociência e saúde pública. Em missões espaciais, esses dados são cruciais para saúde, desempenho e segurança.
Relevância científica e aplicações no Brasil
A EACH/USP destacou que testar o actígrafo em espaço demonstra o alcance da pesquisa brasileira. O uso também reforça o papel das universidades públicas na produção de ciência de ponta.
Além de uso espacial, os dados ajudam em estudos sobre distúrbios do sono e podem orientar políticas públicas para melhorar a qualidade de vida da população. O projeto evidencia integração entre pesquisa acadêmica e missões exploratórias.
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