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Tecnologia com tecido do parto para lesões oculares é incorporada ao SUS

Membrana amniótica, coletada no parto, é incorporada ao SUS para lesões oculares e pé diabético, beneficiando até 860 mil pacientes por ano

Regeneração: tecnologia auxilia no tratamento de alterações oculares, como lesões nas pálpebras, glândulas lacrimais e região dos cílios (monkeybusinessimages/Getty Images)
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  • O SUS incorporou a membrana amniótica, coletada durante o parto, para regeneração de lesões oculares e feridas em pessoas com diabetes.
  • A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde em quinta-feira, 16, após parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
  • A Conitec aprovou a inclusão, indicando uso para feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.
  • A membrana já é usada na medicina regenerativa, tem efeito anti-inflamatório e cicatrizante, e, no ano passado, entrou no SUS para queimaduras de grandes extensões.
  • A pasta estima que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano, com cicatrização mais rápida, menos infecções e menos internações.
  • Benefícios incluem rápido reparo de feridas no pé diabético e melhoria na recuperação de lesões oculares, com redução de dor e risco de novos ferimentos.

A membrana amniótica, tecido coletado durante o parto, foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar lesões oculares e feridas em pessoas com diabetes. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde.

O uso da membrana, que possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, já integra a medicina regenerativa. No ano passado, a tecnologia passou a constar no SUS para o tratamento de queimaduras extensas.

A decisão de incorporação partiu da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que aprovou o parecer na quarta-feira. As portarias definem indicação para feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.

Benefícios e aplicações

A tecnologia acelera a cicatrização de feridas e reduz o risco de infecção, com coleta realizada mediante consentimento das doadoras. Estima-se que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano.

No pé diabético, a membrana pode acelerar a cicatrização de feridas de difícil recuperação, potencialmente reduzindo amputações e internações. A estimativa é de até o dobro de velocidade de recuperação.

Entre as alterações oculares, a membrana protege pálpebras, glândulas lacrimais e região dos cílios, facilita a cicatrização, diminui dores e melhora a recuperação da superfície ocular.

A incorporação é descrita como opção eficaz especialmente para casos graves ou que não respondem a tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações e úlceras de córnea.

Sobre a técnica

O uso da membrana amniótica é amplamente adotado na regeneração de tecidos e na oftalmologia. O tecido é obtido da camada interna da placenta e apresenta propriedades biológicas únicas, tornando-se um biomaterial valioso na medicina.

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