- Um estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra, acompanhou 840 pessoas em três experimentos para investigar se assistir a vídeos de comidas gordurosas afeta o consumo real.
- Em um dos testes, pessoas em dieta passaram 30% mais tempo vendo opções calóricas do que quem não estava em regime alimentar.
- Quando chocolates verdadeiros foram oferecidos depois, os participantes em dieta comeram significativamente menos do que os demais.
- Em outro experimento, quem estava em dieta passou cerca de 50% a mais de tempo exibindo interesse por comidas consideradas pouco saudáveis, em comparação com conteúdos saudáveis.
- Os pesquisadores descrevem o fenômeno como saciedade intermodal, sugerindo que a visualização de imagens de comida pode reduzir o desejo de comer de fato, servindo como ferramenta auxiliar para quem busca controlar calorias.
Assistir a vídeos de comidas gordurosas pode reduzir o consumo real de alimentos pouco saudáveis, aponta estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido. A pesquisa, publicada na revista Computers in Human Behavior, envolveu voluntários com e sem dieta. O objetivo foi testar se imagens visuais afetam a saciedade.
Ao todo, 840 participantes participaram de três experimentos. Os estudos combinaram duas pesquisas online e um estudo em laboratório. Os resultados indicam que pessoas em regime alimentar passaram mais tempo observando opções calóricas, mas consumiram menos calorias no fim da sessão.
Saciedade intermodal
Um experimento comparou vídeos de sobremesas de alto e baixo teor calórico. Dieta restrita associou-se a 30% mais tempo dedicado a opções mais calóricas. A diferença sugere que a visualização pode atuar na autorregulação alimentar.
Outro teste expôs participantes a conteúdos de junk food e de opções saudáveis. Pessoas em dieta consumiram menos os itens menos saudáveis ao longo do tempo, indicando redução do consumo real após a exposição visual.
Interpretação dos resultados
Os autores destacam a ideia de saciedade intermodal: satisfazer parcialmente o desejo de comer por meio da visualização, em vez de pela ingestão física. A pesquisadora líder comenta que o material online pode apoiar objetivos dietéticos sem substituir por completo o desejo de comer.
Conclusão técnica aponta que conteúdos audiovisuais de alimentos podem ajudar na regulação calórica para quem busca emagrecer. Os resultados não afirmam substituição total da alimentação, mas destacam um potencial de apoio às dietas.
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