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Café pode reduzir risco de demência, aponta estudo científico

Estudo com mais de cem mil adultos associa café cafeinado a menor risco de demência, com benefício máximo em duas a três xícaras por dia

Café pode melhorar a saúde de pessoas, segundo pesquisadores
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  • Estudo publicado na edição de fevereiro do Journal of the American Medical Association analisou dados de mais de cem mil adultos ao longo de quatro décadas, avaliando café cafeinado, café descafeinado e chá.
  • Participaram mulheres do Nurses Health Study (1980–2023, mais de oitenta e seis mil) e homens do Health Professionals Follow-Up Study (1986–2023, mais de quarenta e cinco mil).
  • O consumo de café cafeinado associou-se à redução de mais da metade no risco de demência e à queda do declínio cognitivo subjetivo de 9,5% para 7,8%.
  • Consumidores de chá tiveram benefícios semelhantes; café descafeinado não mostrou redução de demência nem de declínio cognitivo.
  • Há um teto de benefício: o pico ocorre entre duas e três xícaras por dia, e os efeitos se estabilizam acima desse nível; não é possível concluir causalidade.

O consumo diário de café com cafeína pode estar ligado a menor risco de demência em adultos mais velhos, segundo estudo publicado na edição de fevereiro do Journal of the American Medical Association. A pesquisa analisou dados de mais de 100 mil participantes ao longo de quatro décadas, envolvendo mulheres do Nurses’ Health Study (1980-2023) e homens do Health Professionals Follow-Up Study (1986-2023).

Os pesquisadores, da Harvard Medical School e da T.H. Chan School of Public Health, acompanharam hábitos alimentares a cada dois a quatro anos, incluindo café cafeinado, café descafeinado e chá. Foi avaliada a incidência de demência verificada por testes objetivos e relatos de declínio cognitivo.

Detalhes e resultados

Entre os participantes, a ocorrência de demência foi menor entre quem bebia cafeína regularmente, com queda na incidência de mais da metade para os grupos analisados. O declínio cognitivo subjetivo também caiu de 9,5% para 7,8%. Chá com cafeína apresentou benefícios semelhantes; café descafeinado não mostrou redução significativa.

Uma linha de pesquisa complementar está em andamento na França, em Lille, com estudo controlado por placebo. Participantes com sinais precoces de declínio cognitivo recebem 400 mg diários de cafeína por 30 semanas, para avaliar efeitos cognitivos específicos.

Considerações e limitações

Os autores ressaltam que, apesar de associações promissoras, não é possível estabelecer causalidade a partir de dados populacionais. A amostra envolveu profissionais de saúde, o que pode influenciar respostas e desfechos. Em relação à prática, o consumo recomendado sugere equilíbrio, com café e chá assimilados principalmente nas primeiras horas do dia para não prejudicar o sono.

A pesquisa aponta que o consumo ideal de café cafeinado pode ficar entre duas e três xícaras diárias, após o qual os benefícios tendem a se estabilizar. Não houve especificação sobre método de preparo, tipo de chá ou concentração de cafeína por xícara.

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