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Fóssil magnético: estrelas mortas mantêm magnetismo por bilhões de anos

Estudo aponta que campos magnéticos fósseis persistem por bilhões de anos, conectando fases estelares desde gigantes vermelhas até anãs brancas

Estudo revela magnetismo “fóssil” preservado em estrelas por bilhões de anos (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Um estudo na revista Astronomy & Astrophysics sugere que campos magnéticos fósseis podem durar bilhões de anos, preservados desde a fase de gigante vermelha até as anãs brancas.
  • A pesquisa usa astrossismologia para mapear o interior das estrelas e apoiar a ideia de magnetismo remanescente ao longo de toda a evolução estelar.
  • Modelos mostram que o magnetismo pode emergir no núcleo quando a estrela já envelhece e perde camadas externas, tornando-se visível na superfície das anãs brancas.
  • Os campos podem formar estruturas semelhantes a conchas magnéticas, concentrando-se em regiões específicas da estrela em estágios avançados.
  • As descobertas sugerem que o Sol também pode abrigar magnetismo em seu interior, o que pode exigir revisões em modelos de evolução estelar caso comprovado.

O estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics indica que certos astros conservam campos magnéticos chamados de “fóssil”. Esses magnetismos seriam formados nos primeiros momentos de vida da estrela e persistem por bilhões de anos.

A pesquisa liga diferentes estágios da evolução estelar. Anãs brancas, remanescentes de estrelas extintas, exibem magnetismo na superfície, enquanto gigantes vermelhas apresentam campos nos seus núcleos. Uma ligação entre passado e futuro estelar é sugerida.

A equipe utiliza astrossismologia para investigar o interior das estrelas, analisando oscilações que funcionam como terremotos estelares. Assim, conseguem mapear regiões não observáveis diretamente.

O elo entre passado e futuro estelar

Modelos teóricos mostram que o campo magnético pode se manter ao longo de toda a evolução da estrela. Quando o núcleo fica exposto, o magnetismo interno emerge na superfície, configurando estruturas semelhantes a conchas magnéticas.

Essa visão de magnetismo fóssil implica que o magnetismo não seria exclusivo de fases atuais. A persistência do campo pode influenciar a vida útil da estrela e a distribuição de energia interna ao longo do tempo.

Implicações para o Sol

Apesar de o foco ser em outras estrelas, as descobertas afetam o Sol. Caso o núcleo solar também seja magnético, modelos de evolução estelar precisariam ser revisados. O magnetismo pode influenciar a evolução para fases futuras.

O estudo inaugura a ideia de magnetoarqueologia: entender o passado das estrelas por meio de seus campos magnéticos. Embora haja lacunas sobre formação e evolução, a hipótese sugere que todas as estrelas podem ser magnéticas.

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