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Polifenóis da uva ajudam a prevenir doenças, aponta estudo

Teste com sucos de uva aponta marcas nacionais em evidência e alerta para risco de importação que pode abalar a vitivinicultura brasileira

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  • A matéria mostra um teste às cegas com dez sucos integrais de uva, avaliando aparência, aroma e sabor, conforme normas do Ministério da Agricultura e Pecuária.
  • O suco de uva traz polifenóis antioxidantes, fibras, potássio e vitamina C; o integral preserva fibras e propriedades nutricionais, e pode favorecer energia, pele saudável e pressão arterial.
  • Segundo as regras, refresco de uva deve ter no mínimo trinta por cento de suco natural; néctar, cinquenta por cento; itens como concentrado ou reconstituído não aparecem na lista de ingredientes dos integrais.
  • Campeão da degustação foi o suco Casa madeira; Davo ficou entre os melhores pelo frescor e equilíbrio entre acidez e dulçor; Villa Pena ficou em último entre os melhores.
  • O estudo traz preocupação para o setor vitivinícola com possível abertura de importação, que, segundo o produtor Heleno Facchin, pode prejudicar pequenas vinícolas e produtores brasileiros.

O suco de uva é tema de avaliação recente do Estadão, que testou as versões integrais de marcas populares. O objetivo foi verificar aparência, aroma e sabor das bebidas à base de uva, conforme normas do Mapa. A análise considerou amostras descritas de forma cega.

Os sucos avaliados incluem marcas variadas, com base em uvas Isabel, bordô e outras. As bebidas foram servidas em copos transparentes para observação, e as garrafas foram descaracterizadas para o teste às cegas. A classificação segue critérios de bebidas não alcoólicas de fruta.

Entre os critérios, a proporção de suco natural varia conforme o tipo: refrescos requerem 30% e néctares 50% de suco. As fórmulas integrais devem manter a concentração natural de suco, sem adição de concentrado ou reconstituído.

Resultados da degustação

O suco Casa Madeira foi eleito campeão pela combinação de aroma, sabor e frescor, com equilíbrio entre acidez e doçura. A amostra apresenta presença marcante de uva e notas de taninos em equilíbrio com o dulçor.

Davo, produzido pela vinícola homônima em Ribeirão Branco (SP), ficou entre as favoritas, destacando o frescor e a acidez agradável, com dulçor equilibrado. O suco é feito de uvas Isabel e bordô.

Villa Pena ficou com boa avaliação geral, apresentando aroma de fruta madura, frescor e equilíbrio entre acidez e doçura, mantendo o sabor característico da uva.

Campo Largo, em garrafa plástica, também chamou atenção pelo sabor de fruta madura, com presença de taninos e acidez perceptível, mesmo sem ficar no pódio.

Hugo Pietro, linha gaúcha, teve relevância entre os avaliados por sua cor púrpura e sabor com acidez perceptível e doçura equilibrada.

Mitto mostrou-se encorpado e menos carregado de açúcar do que a média, o que agradou parte dos jurados e evitou sensação enjoativa.

Oba, com cor púrpura vibrante, conquistou pelo aroma aberto, mas acabou sendo considerado muito doce no paladar.

OQ, feito com uvas Isabel, BRS Magna e Carmem, não passou pelo crivo por aroma pouco presente e desequilíbrio entre acidez e doçura, segundo a avaliação.

Organovita, produzido com uvas orgânicas, chamou atenção pelo líquido turvo, porém o excesso de açúcar comprometeu o sabor da uva.

Uva’só, 100% orgânico e com foco em bordô, foi avaliado como turvo e pouco vibrante, com aroma discreto e equilíbrio acima da média entre acidez e dulçor, mas sem destaque.

Implicações para o setor

Especialistas observam que o resultado revela diversidade de qualidade entre o mercado de sucos de uva. A indústria vitivinícola nacional debate impactos de possíveis importações diante de avaliações de consumo.

O produtor Heleno Facchin, sócio da Cooperativa Nova Aliança, enfatiza que a abertura para importação pode comprometer a vitivinultura brasileira, afetando sobretudo pequenas vinícolas e cantinas, que são importantes para o rural e para evitar êxodo rural.

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