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Poluição do ar associada a pior controle da enxaqueca, aponta estudo

Poluição atmosférica e calor associam-se à pior evolução da enxaqueca, com picos de poluentes e altas temperaturas elevando o número de crises

Calor pode piorar crises de enxaqueca - (crédito: Freepik)
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  • Estudo publicado na revista Neurology associa pior controle da enxaqueca a picos de poluição e a dias mais quentes.
  • A poluição tem efeito de curto prazo e também cumulativo, ligando-se à evolução desfavorável das crises; o calor também aumenta o risco de crises.
  • Em dias com mais buscas a serviços de saúde por enxaqueca, o nível de poeira suspensa no ar ficou o dobro da média do período.
  • A poluição proveniente de veículos e indústrias foi significativamente maior nesses dias de mais crises.
  • O calor pode influenciar a função do hipotálamo, tornando o cérebro mais suscetível a uma crise de enxaqueca.

A poluição do ar e as altas temperaturas estão associadas a pior controle das crises de enxaqueca, aponta estudo publicado na revista Neurology. A pesquisa avaliou efeitos de poluição de curto prazo e de longo prazo sobre a gravidade dos episódios.

Os autores indicam que picos de poeira suspensa no ar coincidem com o aumento do número de buscas a serviços de saúde por enxaqueca. Em dias com maior poluição veicular e industrial, as crises foram mais frequentes.

Também houve relação entre calor e piora das crises, especialmente em análises de médio prazo. Em dias com menos ocorrências, os níveis de poluição ficaram abaixo da média, sugerindo associação entre ambiente e quadro clínico.

O estudo reforça que partículas finas podem provocar estresse oxidativo, disfunção vascular e inflamação, ativando o sistema trigeminovascular. O resultado contribui para entender gatilhos ambientais da enxaqueca.

Fatores climáticos, como o calor, podem alterar a função do hipotálamo e influenciar o sistema nervoso autônomo, deixando o cérebro mais suscetível a crises. As descobertas ressaltam a importância de precauções em dias de ar poluído ou calor extremo.

Ricardo Afonso Teixeira, doutor em neurologia pela Unicamp, assina como autor e trabalha no Instituto do Cérebro de Brasília. O estudo destaca implicações para manejo de pacientes, incluindo medidas de proteção ambiental e estratégias de prevenção.

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