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Enxaguante bucal pode influenciar a saúde cardíaca, indicam estudos

Estudos indicam que antissépticos de alta potência, como clorexidina, podem alterar a microbiota bucal e aumentar a pressão arterial em casos específicos

Entenda se o enxaguante bucal faz mal ao coração
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  • Estudos indicam que fórmulas potentes de enxaguante bucal podem alterar a microbiota oral e influenciar a pressão arterial em casos específicos.
  • Pesquisa de Nathan Bryan, da Baylor College of Medicine, com adultos saudáveis mostrou que a clorexidina duas vezes ao dia alterou a microbiota, reduziu a atividade de bactérias que produzem óxido nítrico e esteve associada a aumento da pressão sistólica.
  • Outro estudo, no Journal of Oral Microbiology com 45 voluntários, revelou que a clorexidina prejudicou a atividade bacteriana essencial, enquanto enxaguante à base de própolis teve impacto menor.
  • A agressividade do antisséptico é o fator determinante para riscos; enxaguantes suaves de uso cotidiano, como os que contêm flúor, não apresentam o mesmo potencial de elevar a pressão arterial.
  • O álcool presente em algumas fórmulas ainda requer mais estudos para esclarecer sua possível influência na saúde cardiovascular a longo prazo.

O uso de enxaguante bucal tem ganhado atenção recente por relatos de impacto na saúde cardiovascular. Pesquisas indicam que fórmulas potentes podem alterar a microbiota bucal e influenciar a pressão arterial em casos específicos. A discussão ganhou força após relatos em redes sociais.

Estudos conduzidos por pesquisadores mostram que antissépticos fortes, como a clorexidina, podem reduzir a atividade de bactérias responsáveis pela produção de óxido nítrico, molécula que ajuda a manter a pressão arterial estável. O efeito depende do tipo de fórmula e da frequência de uso.

O caso do enxaguante bucal

O microbioma bucal participa da transformação do nitrato da dieta em nitrito, etapa inicial da produção de óxido nítrico. Em adultos saudáveis, a clorexidina duas vezes ao dia pode alterar essa microbiota e estar associada ao aumento da pressão sistólica, segundo o pesquisador Nathan Bryan, da Baylor College of Medicine.

Resultados dos estudos

Pesquisa publicada no Journal of Oral Microbiology acompanhou 45 voluntários e constatou que a clorexidina reduziu atividades bacterianas ligadas à produção de nitrito. Em contrapartida, enxaguantes à base de própolis apresentaram menor impacto nesse aspecto, sem afetar tanto a regulação da pressão.

Implicações e nuances

Especialistas destacam que o risco não aparece com enxaguantes comuns de uso diário, sobretudo os com flúor. Ainda há necessidade de estudos para esclarecer o papel do álcool presente em algumas fórmulas. O consenso atual aponta para cautela no uso frequente de antissépticos de alta potência.

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