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Fibra e proteína: quanto mais, melhor? especialistas discutem limites

Fibra é a nova obsessão das redes; especialistas alertam para moderação e orientação médica diante de riscos de exagero

Fibra e proteína: quanto mais, melhor? — Foto: Adobe Stock
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  • A fibra surge como nova aposta nas redes sociais, com influenciadores sugerindo consumir o máximo possível para reduzir a fome e melhorar o intestino.
  • Grandes empresas, como PepsiCo e Nestlé, passaram a enfatizar o teor de fibra em seus produtos, sinalizando a fibra como potencial substituta da proteína.
  • Pesquisas mostram que cerca de metade dos americanos busca mais proteína; na Geração Z e entre millennials surge também o interesse pela saúde intestinal com fibra.
  • Nutricionistas reconhecem que há fundamento na tendência, mas alertam que mais não é sempre melhor e que exageros podem trazer efeitos adversos.
  • Recomendações gerais: ingestão diária de fibra entre 25 e 38 gramas e proteína de fontes diversas; refeições equilibradas (frutas, feijões, verduras, grãos integrais, carnes magras) são preferíveis a soluções rápidas ou suplementos.

Fibra passa a ser a nova obsessão das redes, seguindo o pico da proteína. Influencers promovem o consumo máximo de fibras para supostamente reduzir a fome e regular o intestino, com vídeos de chia, aveia e sementes presentes nas telas.

A tendência já chamou a atenção da indústria. PepsiCo, Nestlé e a startup Olipop destacam o teor de fibra em seus produtos, acompanhando o movimento. Executivos afirmam que a fibra pode ser a próxima proteína em termos de impacto de mercado.

Estudos de consultorias mostram que quase metade dos consumidores nos EUA tenta aumentar a ingestão de proteína. Na mesma linha, cerca de 40% da Geração Z e 45% dos millennials querem melhorar a saúde intestinal, segundo GlobalData.

Nutricionistas reconhecem um núcleo de verdade na fibra, mas com ressalvas. Algumas especialistas ressaltam que o equilíbrio é fundamental e que não é adequado seguir modas sem orientação adequada.

Especialistas destacam riscos de depender de conselhos de influencers nas redes. A confiança excessiva em recomendações generalizadas pode comprometer escolhas alimentares, especialmente sem orientação clínica.

Recomendações diárias apontam para combinações simples: leite, iogurte, lentilhas e proteína magra ajudam a alcançar metas de proteína. Para fibra, a meta fica entre 25 e 38 g diários, ajustada por idade e sexo.

Alimentos ricos em fibra, como feijão, frutas, verduras, castanhas, aveia e quinoa, associam-se a menores riscos de alguns tipos de câncer e ao controle de colesterol e açúcar. O equilíbrio entre grupos alimentares é essencial para a saúde.

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