- Estudo da Universidade de Kyoto, com terapia celular, mostrou aumento da dopamina em regiões do cérebro de pacientes com Parkinson dois anos após o transplante de células.
- As células são obtidas a partir de amostra de sangue de doadores, transformadas em neurônios produtores de dopamina e implantadas no putâmen por via cirúrgica minimamente invasiva, inspirado pela descoberta de Shinya Yamanaka.
- Sete pacientes, com idades entre cinquenta e setenta anos, tiveram melhoria média de cerca de vinte por cento nos sintomas motores, chegando a cinquenta por cento em alguns casos.
- Os resultados são vistos como marco inicial da viabilidade clínica da terapia celular para Parkinson; o estudo pretende expandir para trinta e cinco participantes com acompanhamento de longo prazo.
- A terapia é indicada atualmente para pessoas com mais de cinco anos de doença que não respondem bem aos medicamentos; não representa cura, e os pesquisadores buscam ampliar o alcance da técnica no futuro.
A pesquisa conduzida pela Universidade de Kyoto mostrou que células dopaminérgicas transplantadas aumentaram a produção de dopamina em regiões afetadas pelo Parkinson, dois anos após o procedimento. Os pacientes apresentaram melhoria nos sintomas motores.
Em sete voluntários com Parkinson, entre 50 e 70 anos, foram implantadas milhões de células neurais produtoras de dopamina no putâmen via cirurgia minimamente invasiva. A técnica visa fornecer dopamina de forma contínua, compensando a perda de neurônios.
Os exames de imagem indicaram aumento significativo de dopamina em áreas específicas do cérebro. Em média, os pacientes apresentaram melhora de cerca de 20% nos movimentos, com casos até 50% em dois anos.
A pesquisa se baseia em avanços da medicina regenerativa e remete à linha de estudo iniciada pelo pesquisador Shinya Yamanaka, vencedor do Nobel em 2012, que mostrou a reprogramação de células para neurônios produtores de dopamina. O estudo é o primeiro a apresentar viabilidade clínica de uso de células-tronco nesse contexto.
Próximos passos
A terapia ainda é indicada para pacientes com mais de cinco anos de doença que não respondem bem aos medicamentos atuais. A meta é ampliar a amostra para 35 pacientes e monitorar efeitos a longo prazo antes de possível aprovação oficial.
Especialistas ressaltam que, embora não haja cura, o avanço representa um marco promissor para o tratamento do Parkinson, com foco em ampliar o alcance da técnica e avaliar novas áreas do cérebro afetadas pela doença.
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