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Laser cósmico gigante aponta para a Terra há bilhões de anos

Feixe de micro-ondas de fusão galáctica há oito bilhões de anos aponta gigamáser e ilumina pistas sobre a formação de galáxias

Feixe cósmico colossal atravessa bilhões de anos e intriga cientistas (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT)
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  • Cientistas identificaram um feixe de micro-ondas extremamente potente, emitido há cerca de oito bilhões de anos, que foi detectado por radiotelescópios atuais.
  • A emissão se origina de uma colisão entre galáxias no sistema HATLAS J142935.3–002836, quando grandes volumes de gás são comprimidos e geram radiação amplificada.
  • O fenômeno é tão intenso que pode ser classificado como gigamáser, nível superior aos megamáseres tradicionais.
  • A detecção foi possível graças à lente gravitacional, que amplifica o sinal e permite observações a grandes distâncias, com o radiotelescópio MeerKAT.
  • Estudar esses feixes ajuda a entender a formação e a evolução de galáxias no universo primitivo, abrindo caminho para futuras descobertas sobre eventos extremos cósmicos.

O que aconteceu: cientistas identificaram um feixe de micro-ondas extremamente potente, emitido há cerca de 8 bilhões de anos, que atravessou o universo até ser detectado hoje. A origem está numa colisão entre galáxias no sistema HATLAS J142935.3–002836.

Quem está envolvido: a pesquisa envolve equipes de astronomia que estudam fusões galácticas e emissões de micro-ondas, com dados obtidos por radiotelescópios modernos.

Quando e onde ocorreu: o evento aconteceu há aproximadamente 8 bilhões de anos, mas só agora chega aos observatórios terrestres, por meio de observações com o radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul.

Por quê: a emissão é tão intensa que os especialistas classificam como gigamáser, um tipo extremo de megamáser. O sinal fornece pistas sobre a formação de galáxias no universo primitivo.

Funcionamento do fenômeno

Quando duas galáxias colidem, gases densos são comprimidos e moléculas específicas são excitadas. A emissão se torna coerente, gerando um feixe de micro-ondas semelhante a um laser, mas fora do espectro visível.

Essa intensidade elevada sugere a presença de condições extremas de energia e densidade de gás. O fenômeno está diretamente ligado a fusões galácticas e oferece uma janela para estudar o universo em estágios muito remotos.

Lente gravitacional como amplificador

A detecção do feixe foi facilitada pela lente gravitacional, que amplia sinais energéticos de objetos distantes. Ao desviar a curvatura do espaço-tempo, a lente aumenta a intensidade do feixe e pode distorcer imagens, às vezes formando o anel de Einstein.

Com a amplificação natural, o MeerKAT conseguiu registrar e analisar o sinal com maior precisão. A técnica permite observar fenômenos que, de outra forma, seriam invisíveis a grandes distâncias.

Implicações científicas

Os megamáseres funcionam como marcadores de eventos extremos no cosmos. O estudo desse gigamáser pode ajudar a entender como as galáxias se formaram e evoluíram ao longo do tempo.

A pesquisa também contribui para mapear processos de formação estelar em ambientes gasosos densos e para identificar episódios que moldaram a estrutura das galáxias no universo primitivo.

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