- A Proxima Fusion está desenvolvendo o stellarator Alpha para confinar plasma aquecido, competição do tokamak pela exploração de fusão.
- O objetivo é gerar mais energia do que consome, aprendizados que alimentam um projeto ainda mais avançado chamado Stellaris.
- A empresa recebeu €400 milhões do governo da Baviera e busca mais de US$ 1 bilhão de financiamento federal, com decisão esperada no próximo ano.
- Um protótipo magnético já está em construção e deve ser testado no próximo ano; depois serão fabricadas quarenta bobinas magnéticas para o Alpha, com uma fábrica de ímãs em estágio inicial.
- A corrida envolve outras equipes europeias e globais, destacando a experiência europeia em manufatura e a comparação com o projeto Step, no Reino Unido, e com a instalação W7‑X do Max Planck.
A Munich-based startup, Proxima Fusion, está desenvolvendo um reator de fusão do tipo stellarator, considerado mais desafiador que o tokamak tradicional. O objetivo é produzir mais energia do que consome, dando passos para uma futura usina de fusão.
Francesco Sciortino, CEO e cofundador, diz que a equipe encara as dificuldades como parte do processo. A empresa trabalha com a ideia de que o formato torcido do stellarator facilita o controle do plasma em comparação ao tokamak, que é mais convencional.
O projeto Alpha, o primeiro modelo da Proxima, herda décadas de pesquisa do Max Planck Institute for Plasma Physics e do W7-X. O plano é avançar para um protótipo magnético pai de muitos outros componentes, com foco em custo e velocidade de construção.
Desafios técnicos e financiamento
A magnética complexa do Alpha exige precisão e tecnologia de fabricação avançada. A empresa aposta na robusta base industrial europeia, com destaque para a disponibilidade de maquinarias CNC na Alemanha. A meta é construir 40 bobinas magnéticas adicionais após o protótipo.
Proxima já recebeu incentivo de €400 milhões do estado da Baviera e busca mais de US$ 1 bilhão em financiamento federal, com decisão prevista para o próximo ano. O montante visa acelerar a produção de componentes e a construção de uma fábrica de magnetos.
A expectativa é que Alpha funcione como uma etapa de desenvolvimento rumo a Stellaris, uma futura usina de fusão. O cronograma aponta testes do primeiro protótipo magnético no próximo ano, com a montagem de mais componentes nos anos seguintes.
Contexto do setor
Outras equipes exploram o caminho dos tokamaks, como o Step, apoiado pelo governo britânico. O Step planeja instalar um protótipo de usina em West Burton, na Inglaterra, para demonstrar viabilidade comercial. Especialistas destacam que tokamaks têm base experimental mais consolidada.
Analistas do setor afirmam que a fusão já saiu de esfera puramente acadêmica. A discussão atual envolve qual conceito oferecerá uma usina de fato, com questões de manufacturabilidade, manutenção e custo definindo o ritmo de desenvolvimento.
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