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Síndrome respiratória grave aumenta entre bebês até 2 anos

VSR é a principal causa de internações em bebês até dois anos; Fiocruz aponta vacinação de gestantes e do público prioritário como medida-chave

O vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como a principal causa de internações de bebês menores de 2 anos no Brasil
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  • O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de internações de bebês com até dois anos, elevando os casos de SRAG nessa faixa etária.
  • Em quatro das cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste) houve crescimento de SRAG em crianças pequenas na semana epidemiológica 14 (5 a 11 de abril de 2026).
  • A Fiocruz reforça a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana para proteger os bebês nos primeiros meses de vida e destaca a importância da população prioritária se vacinar contra influenza A.
  • Doze estados e o Distrito Federal apresentam SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14 (diversos estados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).
  • No ano epidemiológico de 2026, foram notificados 37.244 casos de SRAG, com 15.816 (42,5%) positivos para algum vírus respiratório; rinovírus foi o mais comum entre os positivos (41,1%).

O vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo a principal causa de internações em bebês com menos de 2 anos no Brasil, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. A análise aponta o VSR como fator central no aumento de casos de SRAG nessa faixa etária.

Aumento observado em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste) na Semana Epidemiológica 14, que corresponde ao período de 5 a 11 de abril. A tendência é de crescimento das internações associadas ao VSR, enquanto os casos graves de covid-19 caem.

Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe e do Procc/Fiocruz, destaca que o VSR é uma das principais causas de bronquiolite em bebês e de internações por SRAG nessa faixa etária. Ela recomenda vacinação de gestantes a partir da 28ª semana para proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

Além disso, a pesquisadora ressalta a importância de que a população prioritária ainda não vacinada procure um posto de saúde para receber a dose anual da vacina contra a influenza, diante do aumento de internações por influenza A em vários estados.

Cenário nacional

O levantamento aponta estabilidade das tendências de SRAG em curto e longo prazo no Brasil. Quatorze estados apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14.

Entre os estados com crescimento de SRAG relacionado ao VSR, estão regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, conforme o boletim. Também houve aumento de SRAG associada ao rinovírus em parte do Centro-Sul e de alguns estados do Nordeste e Norte.

Na comparação com influenza A, o VSR manteve participação relevante entre os casos positivos, especialmente entre crianças até 4 anos. A mortalidade segue mais expressiva entre idosos, com influenza A e covid-19 como principais agentes.

No acumulado de 2026, foram notificados 37.244 casos de SRAG, com 15.816 resultados laboratorialmente positivos para algum vírus respiratório (42,5%). Cerca de 39,5% foram negativos e 10,7% aguardavam resultado.

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