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Aproximação do Super El Niño é tema de monitoramento meteorológico

Previsões apontam El Niño potencialmente forte em 2026, mas especialistas alertam incerteza e impactos regionais variados, exigindo cautela e preparação

Mulher carrega garrafões de água em terreno árido no Brasil durante uma onda de calor
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  • Previsões indicam que o El Niño pode retornar entre maio e julho de 2026, persistindo pelo menos até o fim do ano.
  • O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos aponta 61% de chance de surgimento do El Niño nesse período, com 25% de possibilidade de um evento muito forte.
  • Especialistas destacam incertezas e ressaltam que nem todo El Niño forte gera os mesmos impactos em todas as regiões.
  • Os impactos costumam variar por região: oeste do Pacífico tende a secas; leste pode ter chuvas mais intensas e enchentes.
  • Analistas recomendam cautela ao interpretar previsões de março e abril e destacam a importância de se preparar para cenários climáticos extremos.

O fenômeno El Niño volta a ganhar espaço nas previsões, com expectativa de se intensificar em 2026. Especialistas alertam para cautela na leitura de dados divulgados nesta época do ano, diante de incertezas sobre a gravidade.

A BBC News Brasil destacou que ainda não há consenso sobre o tamanho do impacto. Cientistas lembram que previsões podem variar conforme condições atmosféricas e ventos, dificultando garantias de intensidades.

O Centro de Previsão Climática dos EUA aponta 61% de chance de surgimento do El Niño entre maio e julho, com duração provável até o fim de 2026. A probabilidade de um evento muito forte fica em 25%.

O que é o El Niño?

El Niño e La Niña são fases do ENSO, observadas pela temperatura da superfície do Pacífico. El Niño traz águas mais quentes e pode aumentar tempestades em algumas regiões, enquanto secas aparecem em outras.

As consequências variam por região. Países do Pacífico Oeste costumam enfrentar secas e incêndios; no leste, como Peru e Equador, há mais chuvas. A influência global pode incluir mudanças nas monções e padrões de chuva.

A quantidade de incertezas

Especialistas ressaltam que nem todos os eventos seguem o mesmo desenho. Modelos atuais sugerem desde El Niño moderado até possíveis hipertmpos. Fatores como vento e padrões atmosféricos também interferem.

Kimberley Reid, da Universidade de Melbourne, aponta que a força não determina, por si só, a intensidade dos impactos. Ela recomenda observar múltiplos indicadores regionais para entender o conjunto.

Alguns históricos mostram que previsões podem falhar. Em 2017 houve indicação de El Niño, mas acabou ocorrendo La Niña. Mesmo com alta confiança, visões antecipadas não garantem resultados certos.

Stockdale, do ECMWF, lembra que previsões de março e abril costumam gerar atenção, mas não asseguram o efeito. É preciso reconhecer onde a confiança é justificada e onde há incerteza.

Reid recomenda cautela com expressões alarmistas. Ela diz que é preciso esperar e acompanhar sinais próximos de maio ou junho para ter leituras mais consistentes.

Ao observar eventos climáticos extremos, o foco deve ser reduzir emissões e ampliar preparo. A pesquisadora ressalta a importância de não se deixar levar por manchetes sensacionalistas.

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