- Astronauta Christina Koch enfrenta readaptação à gravidade da Terra após a missão Artemis II, que alcançou a órbita da lua no começo de abril.
- Em vídeo, Koch mostra dificuldade para caminhar de olhos fechados, evidenciando problemas de equilíbrio após o retorno.
- Especialistas explicam que os órgãos vestibulares não funcionam corretamente na transição, levando o cérebro a depender mais da visão para orientação.
- Koch afirma que entender esse processo pode ajudar a tratar vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares na Terra.
- Além do equilíbrio, os tripulantes podem sofrer alterações em ossos, músculos, sistema cardiovascular, imunológico, visão e até no DNA.
A astronauta Christina Koch, participante da missão Artemis II, retorna à Terra com a necessidade de readaptação à gravidade após o fim da missão, no início de abril. Nas redes sociais, ela relata os efeitos da microgravidade sobre o corpo humano e o processo de recuperação.
Em vídeo publicado no fim de semana, Koch realiza o ato simples de caminhar com os olhos fechados, evidenciando dificuldade de equilíbrio e de manter a linha reta. A cena ilustra um desafio comum no retorno à gravidade terrestre.
Ela explica que os órgãos vestibulares, que orientam o cérebro sobre o movimento, não funcionam como antes. O cérebro tende a ignorar esses sinais, o que aumenta a dependência da visão para a orientação durante a readaptação.
Impactos da readaptação
Além da perda de equilíbrio, os tripulantes podem sofrer alterações nos ossos, músculos, sistema cardiovascular e imunológico, além de possíveis impactos na visão e no DNA. Koch aponta que entender esse processo ajuda no tratamento de vertigem e outras condições neurovestibulares na Terra.
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