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Especialistas analisam a possível chegada do El Niño extremo

Previsões de El Niño entre maio e julho trazem incerteza sobre a gravidade, com possibilidade de moderado a forte, mas impactos variam por região.

O El Niño típico causa aumento das temperaturas globais
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  • Há 61% de chance de surgir o El Niño entre maio e julho de 2026, com possibilidade de persistir até o fim do ano, e 25% de chance de um evento muito forte, segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos.
  • As previsões são incertas e nem sempre se materializam; em 2017 houve expectativa de El Niño, mas acabou ocorrendo La Niña.
  • O termo “Super El Niño” é visto por especialistas como alarmista e não representa automaticamente a gravidade real do fenômeno.
  • O El Niño costuma aquecer águas do Pacífico e pode trazer secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras, com impactos variáveis.
  • Economistas e cientistas defendem observar vários fatores climáticos, não apenas o El Niño, e sugerem cautela ao interpretar previsões de março e abril.

O estudo de padrões climáticos aponta para cautela diante das previsões de março e abril sobre o El Niño. Especialistas ressaltam que as previsões nem sempre se materializam, especialmente em relação ao El Niño e ao La Niña. Há discussão sobre a intensidade de um possível evento.

Pesquisadores destacam que ainda não há consenso sobre a gravidade provável e seu impacto global. Em mensagens para veículos de imprensa, a incerteza é reconhecida e a projeção de duração varia conforme as condições do Pacífico.

Observadores enfatizam que termos sensacionalistas podem não refletir a realidade científica. Entidades de previsão destacam a necessidade de acompanhar os dados mais próximos a maio e junho para melhor leitura do cenário.

O que é o El Niño

O El Niño e o La Niña formam estados opostos dentro da Oscilação do Sul (ENSO). A técnica de identificação baseia-se nas variações de temperatura das águas do Pacífico central e oriental. Durante o El Niño, há aquecimento mais intenso das águas.

Esses fenômenos costumam ocorrer entre dois a sete anos e durar entre nove e 12 meses, podendo se estender. O último La Niña ocorreu entre 2024 e 2025; as condições do Pacífico, no momento, estão neutras.

Consequências do El Niño costumam aparecer próximo às águas mais quentes. No Pacífico ocidental, podem ocorrer secas e incêndios, enquanto no leste há maior probabilidade de chuvas intensas e enchentes.

Não há garantias

Projeções feitas por centros de previsão indicam possibilidade elevada de El Niño entre maio e julho, com continuidade até fins de 2026. A probabilidade de um evento muito intenso não é alta, segundo as estimativas recentes.

Especialistas ressaltam que a expressão “Super El Niño” é recente para muitos pesquisadores. Modelos indicam probabilidade de El Niño moderado, com eventual variação para um evento forte em determinadas condições.

Analistas destacam que a força do El Niño nem sempre determina a intensidade dos impactos regionais. Fatores locais podem alterar se o regime de chuvas será mais ou menos severo em cada área.

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