- Em novembro de 2025, uma equipe brasileira liderada por Rodrigo Pêgas, da USP, descreveu o que seria um novo pterossauro, o Bakiribu waridza, encontrado em rochas de 110 milhões de anos do Cretáceo Inferior, em Araripe, Nordeste do Brasil.
- Após avaliação de paleontólogos de outras instituições, foram apontados problemas com a identificação: os supostos dentes não se distribuíam como em pterossauros, não tinham raiz e faltavam dentina e túbulos dentinários.
- Observações adicionais mostraram que os fragmentos ósseos não correspondiam a elementos cranianos de pterossauros e que a textura externa era diferente dos ossos de pterossauros.
- Conclusão dos pesquisadores: o Bakiribu era, na verdade, um arco branquial colapsado de um peixe de grande porte, pareando com o peixe-arco Amia calva; o fóssil foi comparado ao caso histórico do Belonochasma, que também era um peixe.
- O estudo, publicado nos Anais da Academia Brasileira de Ciências, destaca que erros de identificação são comuns e que a velocidade da era digital facilita corrigir equívocos rapidamente, embora novos erros possam ocorrer.
Em novembro de 2025, paleontólogos brasileiros liderados por Rodrigo Pêgas, da USP, descreveram o que parecia ser um novo pterossauro. O Bakiribu waridza foi encontrado em rochas de 110 milhões de anos do Cretáceo Inferior, em Araripe, Nordeste do Brasil. A hipótese original incluía restos de dois pterossauros e uma grande regurgitalita de dinossauro.
Entretanto, especialistas que estudam pterossauros identificaram falhas nos fósseis. Os supostos dentes não eram simétricos nem possuíam raiz, características típicas de dentes de pterossauros. Peças ósseas não correspondiam ao crânio de pterossauros, e a textura era diferente. A interpretação começou a mudar.
Reavaliação e achado central
Ao comparar com peixes-arco antigos, ficou claro que os supostos dentes eram filamentos branquiais e que os ossos eram branquiais. Assim, Bakiribu é reclassificado como um arco branquial colapsado de um peixe de grande porte, preservado ao lado de outros peixes menores. O achado foi publicado nos Anais da Academia Brasileira de Ciências.
Contexto histórico e impacto científico
A equipe de Pêgas discute os erros de identificação na paleontologia, reforçando que fósseis fragmentários favorecem equívocos. Mesmo com a rapidez de dados na era digital, a comunidade pode corrigir informações com publicação revisada por pares. Avaliações rápidas ajudam a limitar impactos de equívocos.
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