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Minas Gerais recebe testemunho sobre visita espacial chamada Geraisito

Geraisito: o primeiro tectito brasileiro descoberto no Norte de Minas aponta origem de impacto há 6,3 milhões de anos e indica cratera ainda não localizada

Com vários formatos, o maior dos fragmentos tem 85 gramas. Se colocado contra uma luz forte, o Geraisito brilha como um vidro opaco esverdeado - (crédito: Tulio Santos/EM/D.A. Press)
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  • Cientistas identificaram no norte de Minas Gerais fragmentos de vidro natural chamados tectitos, formados pelo resfriamento da areia derretida após o impacto de um corpo celeste há cerca de 6,3 milhões de anos; o maior fragmento tem 85 gramas e brilha sob a luz.
  • A amostra ganhou o nome Geraisito, em referência à região onde foi encontrada, e uma peça deverá ir ao Museu MM Gerdau, em Belo Horizonte.
  • O achado ocorreu entre Curral de Dentro, São João do Paraíso e Taiobeiras; a cratera do impacto ainda não foi localizada, mas há evidências de uma área de dispersão de aproximadamente 900 quilômetros.
  • Os pesquisadores estimam que a cratera possa ter entre 600 e 700 metros de profundidade e diâmetro de 5 a 6 quilômetros, com as tectitas ajudando a traçar a dispersão no país.
  • A hipótese inicial é de um meteoroide metálico com diâmetro mínimo de um quilômetro, viajando entre 11 e 70 quilômetros por segundo, gerando energia equivalente a milhões de bombas de Hiroshima.

O que aconteceu: cientistas identificaram no Norte de Minas Gerais fragmentos de vidro natural formados pela fusão da areia devido ao impacto de um corpo celeste há aproximadamente 6,3 milhões de anos. Os materiais foram batizados de Geraisito.

Quem está envolvido: pesquisadores da Universidade de São Paulo, da UFRJ e do Museu MM Gerdau participaram da descoberta, que ocorreu em Curral de Dentro, São João do Paraíso e Taiobeiras. Um dos autores é Gabriel Gonçalves Silva.

Quando e onde aconteceu: o achado ocorreu no Norte de Minas, em áreas de cerrado e depósitos sedimentares. As amostras foram localizadas após relatos de moradores entre 2025 e 2026, consolidando a hipótese de um evento antigo de grande escala.

Por que é relevante: os fragmentos são tectitos, vidro natural formado pelo resfriamento de areia derretida, e representam o primeiro registro desse tipo no Brasil. Um exemplar maiorier tem 85 gramas e traz informações sobre a origem do impacto.

Subtítulo: Origem e identificação dos materiais

Diversos formatos dos tectitos foram encontrados, com espectro de isótopos de argônio indicando formação há 6,3 milhões de anos. O material brilha sob luz intensa, exibindo tom verde opaco quando observado de perto.

Continuidade da pesquisa

Ao acaso, a primeira amostra chegou ao estudo por meio de imagens compartilhadas de uma fazenda. A confirmação ocorreu após comparações com relatos de pesquisadores de cidades próximas, que levaram à expedição ao Norte de Minas.

Desdobramentos científicos

A equipe estima que o impacto criou uma cratera de 600 a 700 metros de profundidade e 5 a 6 quilômetros de diâmetro. Em âmbito global, existem cerca de 200 crateras identificadas, com nove no Brasil.

Dispersão e história do impacto

Pesquisadores apontam dispersão de milhares de quilômetros, com amostras recolhidas na Bahia e no Piauí desde o fim de 2025. A localização exata da cratera terrestre ainda não foi encontrada, sugerindo que o evento ocorreu em área que hoje pode ter sido marinha.

Exposição e museologia

No Museu MM Gerdau, o Geraisito deverá integr ar a exposição de rochas do espaço. A peça servirá para provocar curiosidade e incentivar a busca por outros tectitos em regiões próximas, ajudando a traçar a dispersão do material.

Viagem pelo espaço

Especialistas indicam que o objeto pode ter vindo de uma região entre Júpiter e Marte, com trajetórias comuns de asteroides de silicato rochoso ou de metal. A atmosfera da Terra atenua grande parte dos impactos, mas nem todos são completamente detidos.

O estudo indica que, se o evento ocorreu com um meteorito metálico de pelo menos 1 km de diâmetro, a energia liberada seria equivalente a milhões de bombas de Hiroshima, dependendo da velocidade de entrada na atmosfera.

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