- Netuno e Urano têm um oceano de diamantes líquidos no interior, que ajuda a explicar o mapeamento irregular do seu campo magnético.
- O diamante se forma a partir do metano sob pressões muito altas, fazendo carbono se cristalizar e chover em direção ao núcleo.
- Pesquisas do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC indicam que o carbono pode formar um fluido metálico condutor nessas condições.
- No experimento com laser de raios‑X do Linac de Stanford (LCLS), a cristalização do diamante foi observada em tempo real em condições simuladas do interior planetário.
- Essa camada fluida de diamante funciona como condutor e influência a dinâmica magnética, abrindo a possibilidade de fenômenos semelhantes em exoplanetas.
Netuno e Urano guardam um segredo surpreendente: dentro de seus núcleos, pode haver oceanos de diamante líquido. A ideia nasce da física de altas pressões, típica de gigantes gelados, e explica fenômenos magnéticos que intrigam astrônomos há décadas.
A formação envolve o metano comprimido a níveis milhões de vezes maiores que na Terra. O carbono se separa, cristaliza e forma pedras que afundam até o interior, onde o calor pode derretê-las, criando um mar brilhante de diamante líquido.
Estudos do laboratório SLAC, nos EUA, indicam que o carbono pode se tornar um fluido metálico condutor sob essas condições. Esse mar influenciaria o comportamento magnético dos planetas, segundo a pesquisa.
O uso de laser de raios-X no acelerador Linac LCLS permitiu observar, em tempo real, a formação de diamantes em amostras simulando Netuno. Pulsos de laser acionaram a cristalização de forma rápida, diante de sensores.
O experimento mostrou que o oceano de diamante não é apenas teoria: a cristalização ocorre em frações de segundo, sob condições de alta pressão. O SpaceToday detalha como a técnica abriu uma janela direta para o processo.
Essa descoberta ajuda a entender por que o campo magnético de Urano e Netuno é torto e instável. A camada de diamante líquido atua como condutor, modulando a dinâmica interna e as atmosferas turbulentas.
Caso se confirme a presença desses oceanos, a hipótese pode se estender a milhares de exoplanetas gelados. O fenômeno seria mais comum do que se imaginava, impactando o estudo da evolução planetária.
Em resumo, a pesquisa associa a pressão extrema a uma transformação do carbono em diamante líquido, com consequências diretas para o magnetismo desses gigantes e para a compreensão do universo.
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