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Soneca pode indicar problemas de saúde em idosos, aponta estudo

Naps pela manhã e cochilos mais longos em idosos, com média de 81 anos, associam-se a maior mortalidade por todas as causas, sugerindo monitoramento com wearables

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  • Cochilos matinais, bem como cochilos mais longos e frequentes, foram associados a maior mortalidade por todas as causas em adultos com média de 81 anos.
  • O estudo acompanhou mais de 1.300 pessoas com 56 anos ou mais ao longo de cerca de 19 anos.
  • A pesquisa foi conduzida por equipes do Mass General Brigham e do Rush University Medical Center.
  • Os padrões de cochê foram medidos de forma objetiva por dispositivos vestíveis, ao contrário de estudos anteriores que dependiam de autorrelato.
  • Os autores ressaltam que a relação é de correlação, não de causalidade, e sugerem monitorar cochilos com dispositivos para identificar condições de saúde precocemente.

Foram divulgados resultados de um estudo que liga sonecas a mortalidade em adultos mais velhos. Publicada em 20 de abril no JAMA Network Open, a pesquisa avaliou padrões de cochilos e seu relacionamento com a saúde geral. Participaram mais de 1.3 mil pessoas com idade média de 81 anos, acompanhadas ao longo de cerca de 19 anos.

Os dados mostraram que cochilos matinais, bem como cochilos mais longos e com maior frequência, estiveram associados a taxas maiores de mortalidade por todas as causas. O estudo destaca que períodos prolongados de sono diurno podem indicar queda na saúde ou surgimento de doenças.

A pesquisa envolveu indivíduos com 56 anos ou mais e utilizou medições objetivas dos cochilos por meio de dispositivos vestíveis, o que diferencia o estudo de trabalhos anteriores que dependiam de relatos. Segundo os autores, esse método oferece maior precisão na avaliação dos padrões de soneca.

Apesar da associação observada, os autores ressaltam que não há confirmação de causalidade. Eles defendem que o monitoramento de cochilos pode ter valor clínico para detectar condições de saúde precocemente, servindo como ferramenta de triagem.

A equipe liderada por Chenlu Gao, do Mass General Brigham, aponta que sonolência excessiva diurna pode sinalizar doenças subjacentes, distúrbios do sono ou desregulação do relógio biológico. A partir dos resultados, sugerem incorporar avaliações de soneca diurna com dispositivos wearables na prática clínica.

Metodologia e desdobramentos

O estudo utilizou dados longitudinais de mais de 1.300 adultos com idade inicial de 56 anos ou mais, acompanhados por cerca de duas décadas. A análise considerou padrões objetivos de cochilos, incluindo frequência, duração e horário.

Os autores destacam a importância de interpretar os cochilos como um possível marcador de saúde, não como uma causa direta de mortalidade. O uso de wearables permite uma compreensão mais sólida da relação entre sono diurno e desfechos de saúde.

As implicações apontadas incluem o potencial de monitoramento contínuo para identificar condições incipientes e orientar intervenções de saúde. Pesquisas futuras devem esclarecer vias biológicas que conectam naps a desfechos clínicos.

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